sábado, 3 de março de 2012

Cattleya bicolor Lindley

Cattleya bicolor Lindley

Por Luiz Álvaro Pereira dos Santos
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 4 Nº 21

Cattleya bicolor foi descrita no ano de 1836 por John Lindeley no periódico Botanical Register, vol.22, Sub T 1919. Mas somente em 1837, Lindley conseguiu uma planta para usar como holótipo no herbário de Kew, na Inglaterra. Para sua primeira descrição, ele se baseou apenas em desenhos feito por Descourtilz, através de um material obtido de Bom Jesus do Bananal.


Quando a planta, seus pseudobulbos são de cilíndricos a retos, com 5 a 12mm de diâmetro, alcançando altura de 30 a 70 cm. Cada um dos pseudobulbos possui em seu ápice duas folhas oblongas lanceoladas. O pedúnculo da inflorescência surge de uma espata entre as duas folhas. O número de flores, numa inflorescência, varia de duas a sete, atingindo às vezes uma dezena.



Tanto a forma como o colorido são típicos nesse espécie : duas pétalas laterais, que lembram uma foice, e o labelo que se expõe de maneira bem visível à respectiva coluna, por não possuir os lóbulos laterais das outras espécies de Cattleya. O lóbulo frontal, em forma de leque, apresenta-se muito consistente e traz ao centro uma canaleta que se prolonga até a base de sua fauce.


Localização: é encontrada em suas 3 variedades nos estados de Minas Gerais, São Paulo , Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal.
Variedades: Cattleya bicolor Grossi, Cattleya bicolor minasgeraiense e a Cattleya bicolor brasiliense.


A Cattleya bicolor é encontrada geralmente na forma epífita, podendo ocorrer sobre detritos orgânicos ao largo de florestas de galeria e próximas a rios ou pequenos regos de água, numa altitude que varia de 600 a 1200 metros acima do mar.


Alguns híbridos naturais encontrados no decorrer do tempo:
Cattleya Batalini (bicolor x intermedia)
Cattleya Dukeana (bicolor x guttata)
Cattleya Sancheziana (bicolor x loddigesii)
Cattleya Sancheziana (bicolor x forbesi)
Cattleya Wilsoniana (bicolor x harrisoniae)
Cattleya Joaquiniana (bicolor x walkeriana)

Cultivo
O Cultivo desta espécie não é dos mais fáceis e talvez isso diminua a número de plantas entre as coleções. Ela vai bem em xaxim desfibrado, colocadas em locais ensolarados, com boa ventilação e protegidos do frio. É importante também evitar que a planta fique encharcada por muito tempo.
Ultimamente temos cultivado nossas plantas desta espécie em casca de pinus e carvão é o resultado tem sido excelente, com melhor enraizamento, os bulbos aumentando de tamanho a cada ano, e com o número de flores crescendo a cada floração. Se o orquidário possibilitar mantê-las penduradas, também ajuda muito no cultivo.


Adubação
Deve ser no mínimo mensal, mas temos feito quinzenal com adubos foliares e, como plantamos em casca de pinus, reforçamos com uma adubação orgânica mensal.
Abraços e um lindo dia a todos

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