terça-feira, 22 de maio de 2012

Caramujos e lesmas em nossas orquídeas




 Caramujos e lesmas são dois bichinhos que provocam grandes estragos em nossas orquídeas. Atacam folhas, flores, pseudobulbos, brotos novos e, se não controlados podem matar a planta.Os dois bichinhos citados podem também ser chamados de moluscos (Filo Mollusca) pertencentes à classe Gastrópoda. Eles se reproduzem com grande facilidade em meio rico em matérias orgânicas, pois são bissexuados(hermafroditas) e, a partir dos ovos, passam diretamente para a fase adulta.

 Eventualmente podemos observá-los caminhando muito lentamente no meio das orquídeas durante o dia, mas é à  noite que fazem grandes estragos. Por isso devemos estar atentos aos sinais e sintomas deixados por estes destruidores de nossas orquídeas. Os estragos em folhas e pseudobulbos são os mais evidentes. Observe mas fotos os aspectos característicos deixados por estas pragas.



Controle

Pragas e doenças das orquídeas podem ser controladas com o manejo adequado de nossas plantas e a utilização, sempre que possível, de meios naturais associados a observação visual diária, evitando a aplicação de produtos químicos  que são tóxicos para as plantas e para o meio ambiente. Produtos químicos podem e devem ser empregados quando verificamos uma infestação muito grande nas plantas.

 A limpeza do orquidário é um fator preponderante para o bom desenvolvimento das orquídeas. Piso em terra ou cascalho, pedra-brita e outros devem ser mantidos sempre limpos sem matos(ervas daninhas são hospedeiras intermediárias de diversas pragas e transmissores de doença). Vasos usados amontoados junto ao orquidário são esconderijo de lesmas e caramujos e até mesmo ratos fazem ai seus ninhos com “palha” retiradas das orquídeas (bainhas).
Em bancadas com orquídeas deve haver espaço entre os vasos para um bom arejamento. Uma ventilação adequada no orquidário ajuda a controlar o excesso de umidade, sendo um fator que favorece a proliferação de lesmas e caramujos.
 Para eliminar lesmas e caramujos em um orquidário caseiro, o melhor método ainda é retirá-los manualmente ou com pinças e destruí-los em uma vasilha com solução saturada de sal. Precisamos ficar atentos para os minúsculos caramujos, menores até mesmo que uma cabeça de fósforo, que são os maiores destruidores de brotos novos ou gemas dormentes.

 Quando percebemos a existências desse pequenos caramujos, o melhor método para eliminá-los é sempre emergir os vasos em uma solução de calda de fumo. Para o preparo utilizamos:
100 gramas de fumo de corda picado fervido em 1 litro de água e uma colher de sabão em coco (pó). Coamos em pano fino e diluímos em 10 litros de água.
Os caramujos ou morrem ou saem à superfície e são facilmente eliminados.
 O uso de armadilhas também é bastante eficiente. Várias técnicas podem ser empregadas. Bandejas de isopor com cavidade para plantas mudas, colocadas invertidas embaixo das bancadas de orquídeas, são ótimos esconderijos para as lesmas e caramujos e, no dia seguinte, é só pegá-los e eliminá-los. Um saco de estopa umedecido em cerveja, deixado amontoado entre os vasos, é também um atraente esconderijo. Uma outra maneira muito eficiente para  umedecer a estopa, é diluir 1 litro de leite integral em 4 litros de água.

 Lesmas e caramujos podem ser combatidos com produtos químicos, os moluscicidas, que são compostos de metaldeidos. Comumente chamados de “iscas”, devem ser manipulados com muito cuidado, pois são produtos tóxicos. Especial atenção se houver cães e gatos soltos junto às orquídeas. Os produtos  a venda no mercado nacional são inativados em presença de água, porém em exposições de orquídeas, podemos encontrar produtos importados que são ativos mesmo em presença de água.
Quando utilizamos cultivos suspensos, não temos que nos preocupar muito com essa praga, pois facilita o controle de lesmas e caramujos.

Texto e Fotos : Darly Machado de Campos
Revista o Mundo das Orquídeas Ano 3 nº 11



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