domingo, 13 de maio de 2012

Pleurothallis - Pequenas Notáveis "2" - Adubação, Cultivo especial, Regas, iluminação e Floração


PLEUROTHALLIS  -  Adubação, Cultivo especial , Regas , Iluminação e  Floração

“Especial Pleurothallis – Pequenas  notáveis” – Parte 2

Com a infinidade de espécies, o gênero Pleurothallis se destaca no universo das orquídeas. Mesmo minúscula, suas flores são marcantes, tanto pela beleza quanto pelo intenso aroma  que desperta.
Por Rodolfo Bocardo Palis e Vanessa Moura.
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 11 – Nº 59
Foto  e Cultivo : Elisabete Delfini

ADUBAÇÃO
Essas pequenas plantas deve ter um tratamento especial, pois possuem folhas finas e suculentas, que podem ser envenenadas se adubadas erroneamente. Os problemas vão da queima das folhas à morte da planta em pouco dias, então é preciso redobrar os cuidados lançando mão de adubos de boa preferências destinados às orquídeas. Os  mais indicados são os líquidos ou em pó uma vez a cada 15 dias utilizando uma colher de sopa para 10 litros. Mas,  se optar por uma adubação homeopática – de 7 em 7 dias deve se utilizar metade da posologia indicada na adubação anterior, ou seja uma colher de chá  para 10 litros, pulvberizando toda a planta das folhas às raízes.



















CULTIVO ESPECIAL

As micro orquídeas, em especial os Pleurothallis, podem ser cultivados de uma forma diferenciada. Muitos orquidófilos dizem que as orquídeas não suportam água, principalmente em suas raízes, com exceção das plantas de grande porte como as Cattleyas e as Laelias. No caso das micros, elas contradizem essa informação, tanto é que alguns apaixonados pelo gênero desenvolveram uma forma inovadora de cultivo, utilizando um prato grande com água, cobrindo os vasos até a metade. Os mais compridos tipo jardineiras, são os mais utilizados porque ocupam menos espaço e ainda abrigam cerca de 24 vasos pequenos.
Como essas plantas não possuem pseudobulbos, a desidratação pode ocorrer em apenas um dia de  intenso.  Para evitar essa desagradável surpresa, é recomendável optar por esse tipo de cultivo, obtendo-se resultados satisfatórios.
Na prática, deve-se priorizar vasos de plástico e, em seguida, distribuir o substrato em partes iguais de pó de xaxim e esfagno desidratado misturados. Os vasos podem ficar em contato com a água constantemente, para evitar a desidratação das plantas, além de favorecer o crescimento. Por isso essa técnica de cultivo tem sido utilizada pelos orquidófilos mais experientes nos últimos tempos.



















FLORAÇÃO

À primeira vista, os Pleurothallis não parecem ser muito atraentes para a maioria dos orquidófilos, mas suas flores costumam agradar logo de início, São como a maioria das plantas de diminuta dimensão, ou seja, flores muito pequeninas, embora costumam formar longas hastes com dezenas de flores, normalmente com um perfume bem marcante, essências que podem lembrar a madeira ou, ainda, flores extremamente fétidas que remetem à carne podre.
O universo dessas plantas  pode ser realmente muito fascinantes. Os diferentes aromas existem justamente para atrair os polinizadores certos para cada tipo de planta; mas há um fator comum no gênero – todas as espécies sempre apresentam duas políneas.

                                                                                   












REGA E ILUMINAÇÃO
Aos orquidófilos que possuem a planta e aos que pretende começar a cultivá-la, é importante atentar as necessidades dessas orquídeas, pois, como são desprovidas de pseudobulbos – o local onde armazenam água – precisam de regas frequentes, caso contrário irão desidratar com muita facilidade. Em média pode regar dia sim dia não, desde que se faça uma drenagem satisfatória, de preferência de pedras menores, para o substrato não encharcar. Prefira também vasos de plástico, pois são os mais indicados para reter a umidade.
Geralmente os Pleurothallis provêm de locais mais sombrios, como a mata atlântica, ou de matas fechadas, portanto precisam de espaços menos ensolarados. Uma boa opção para garantir a iluminação ideal é utilizar uma tela mais forte de sombrite que proteja bem as plantas. A mais indicada é a de 80%, pois o excesso de luz , poderá queimar as orquídeas ou até mesmo desidrata-las. Porém sempre existem algumas  exceções, como as plantas rupícolas ou rupestres, carentes de bastante sol. Elas podem ser submetidas a irradiação direta, desde que se tenha cuidados para não queimá-las. O ideal é expô-las aos poucos ao sol, preferencialmente na parte da manhã, até que acostumem.

















ESPECIAL PLEUROTHALLIS “Pequenas notáveis”
Por ser uma matéria  extensa  vamos dividi-las
Parte 3 -  Vamos falar sobre : PLANTAS DOENTES   E IDENTIFICAÇÃO
Abraços

2 comentários:

  1. Parabéns e obrigado por este precioso e informativo post sobre Pleurothallis e micro-orquídeas, acompanhado de belíssimas fotos.

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  2. Obrigado Américo,
    Seus comentários são importantes, sempre me aminando a continuar postando.
    Um lindo dia e obrigado
    abraços

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