quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sophronitis coccinea

 
Sophronitis coccinea do blogdabeteorquideas
SOPHRONITIS COCCINEA – Lindley rchn.f. 
O Nome desta espécie foi dado por Lindeley, na Inglaterra, em 1836. Ela foi chamada de Cattleya coccínea e registrada no Botanical Register, através de uma pintura da Sertum Orchidaceum, feita por Decoutlz, Antes de descrever esta espécie é importante esclarecer que o nome sophronitis grandiflora Lindely, ainda muito usado no exterior, não deve ser usado, pois representa um sinônimo do conceito inicial, e que ambos conceitos foram baseados no mesmo “Lectotipo”. Em 1861, Reichemback F. alterou o nome do gênero Sophronitis para Sophronitis coccínea Lindeley (Rchb.F.)
HABITAT
Vegeta em matas hidrófilas numa altura entre 600 a 800 metros na Serra do Mar, nos Estados de São Paulo e do sul do Brasil, e numa altitude maior nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Gosta de locais cujos troncos e galhos das árvores são repletos de musgos epífitas e permanecem sempre úmidos. Vegeta e floresce melhor em galhos de árvores de porte pequeno ou arbusto mais abertos e com muita luminosidade. Floresce geralmente em duas epatas – no fim de abril e de julho a setembro. 
Muitas vezes a planta que floresceu em abril, volta a florir em setembro. A maior planta dessa espécie que conheci, comprei-a do mateiro “Zé do Mato”, há quase 40 anos. Apresentei-a numa exposição da Sociedade Bandeirante de Orquídeas, no Parque da Água Branca, em São Paulo, com uma floração de 94 flores. Posteriormente cedi essa planta ao orquidófilo Armando Chibata, que enviou-a ao Japão para a coleção particular do Imperador Hiroíto.


DISPERSÃO GEOGRÁFICA DO HABITAT
Principia nas montanhas pantanosas do Espírito Santo, descendo pela Serra dos Órgãos, Serra da Bocaina e Quebra Cangalha, até proximidades da Serra da Mantiqueira, na divisa de Minas Gerais com o Rio de Janeiro. Passa pela serra do Mar nos Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina até a divisa do Rio Grande do Sul, sempre nas suas partes altas. É encontrada no interior do país somente em três regiões: matas da Pedra Azul, dentro da Serra do Mar, no município de Domingos Martins, Espírito Santo, cerca de 50 km do litoral.
Curioso é o local no Estado do Rio de Janeiro, onde a coccínea se encontra com a mantiqueirae, onde existem populações naturais híbridas entre as duas espécies. E finalmente na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul, onde entra pelo espigão das matas que margeiam o “cânion” do Itaimbezinho, passa pelas matas próximas a Foz do Iguaçu, indo até a Serrade Missiones, na Argentina. Talvez seja por isso que a planta símbolo da Sociedade Argentina de Orquídeas é a Sophronitis coccínea.


CARACTERÍSTICAS
Planta  com pseudobulbos colindricos e alongados, de 3 centímetros de altura, com uma folha oblongo estreita do mesmo tamanho e de cor verde escura, apresentando uma veia longitudial de 1 cm , de cor marrom-lilacínea no seu centro. Geralmente é uniflora e com flor vermelho-escarlate brilhante de 2 a 5 cm de diâmetro.






VARIEDADES

ABÓBORA : Conhecida no exterior como “pallens type”, esta variedade não é muito rara e é encontrada da Serra do Mar. Pétalas, sépalas e labelo abóbora-forte.

BORBOLETA OU “butterfly” – Descoberta na Serra do Mar em 1909, na região de Peruíbe, essa planta foi extinta. Era vermelho Carmesim com listras longitudinais amarela nas pétalas. Em 1971 foi reencontrada na Serra de Caraguatatuba, na cor pêssego-avermelhada com forte listras amarelas nas pétalas.

BICOLOR : Variedade endêmica nas altas matas da Pedra Azul do município de Domingos Martins, no Espírito Santo. Flor com 3 cm de diâmetro. Pétalas e sápalas da cor vermelho- pêssego e Serra do Mar. Tem pétalas e sépalas amarelo-forte e labelo amarelo mais claro. É muito rara.

GIGANTEA, hort:  Forma tetraplóide com pseudobulbos fortes e longos de 12 cm de comprimento, folhas alongadas e fortes do mesmo tamanho. Flores gigantes de até 8 cm de diâmetro. São de excelente forma técnica e produzidas em laboratórios japoneses.

LABELÓIDE:  Outra variedade da Serra do Mar que apresenta três labelos e três sépalas, não tem coluna e por isso é totalmente estéril.

LOBYI: É bastante para aparecendo uma proporção de uma para cada 10.000 plantas normais. Flor concolor com pétalas , sépatas e labelo de cor amarelo-pálido claro(limão).

PYGMAEA: Minúscula e delicada variedade que produz flores com cerca de um cm. de diâmetro. Existem  de cor vermelho-forte mas a maioria é de colorido vermelho pálido. Seu habitat é o Espírito Santo, não muito longe do litoral e existe uma variedade de cor amarela.

ROSSITERIANA:  Magnífica variedade também da Serra do Mar com pétalas e sépatas de cor amarelo forte (ouro velho) e com labelo cor amarela mais clara. É também muito rara.

Revista o Mundo das Orquídeas – Ano 2 – nº 3
Fotos : Elisabete Delfini

4 comentários:

  1. Belíssima planta, já tive mas não sobreviveu ao nosso clima aqui mto quente.
    Parabéns pelo cultivo!
    Abç.

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  2. Flávia
    não fica triste já matei uma.
    Comprei e a pessoa me disse umidade e sombra,
    estou tentando se der certo, a receita está aí.
    abraços

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  3. Por aqui estou batalhando com uma da variedade cernua. Já produziu duas flores. Boa postagem, a sua, cm sempre. Parabéns.

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  4. A minha cernua é a quinta muda, já perdi quatro, esta estou conseguindo depois que um amiguinho me disse, deixe-a de frente para o nascer do sol e molhe com água gelada toda noite.
    A Coccinea gosta de umidade e sombra, foi o que me disseram, ela é nova navos ver se consigo.

    abraços

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