segunda-feira, 30 de julho de 2012

Campylocentrum grisebachii - "Não é um tomate é uma agulhinha de cabeça"


Campylocentrum grisebachii do blogdabeteorquideas
Campylocentrum grisebachii do blogdabeteorquideas



Campylocentrum
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fotos e cultivo : Elisabete Delfini
Campylocentrum (em português: Campilócentro) um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por Bentham em Journal of the Linnean Society, Botany 18(110): 337, em 1881, em substítuição ao gênero Todaroa proposto por Rich. & Galeotti ao descreverem a Todaroa micrantha. O gênero Todaroa é inválido pois é homônimo de outro criado por Parl., pertencente à família Apiaceae.
O nome deste gênero deriva da latinização de duas palavras gregas: καμπύλος (kampýlos), que significa "curvado", e κέντρον , que significa "esporão" ou "aguilhão", referindo-se ao esporão que existe no labelo de suas flores.
Distribuição
Há cerca de sessenta espécies de Campylocentrum espalhados pela América tropical e subtropical. Cerca de metade das espécies existe no Brasil.
Descrição
É um interessante gênero de micro-orquídeas de crescimento monopodial, epífitas ou rupícolas, que inclui espécies de características morfológicas raramente encontradas entre as orquídeas que é a ausência de folhas. Estas características, compartilhadas por muito poucos outros gêneros, permitem-nos identificar facilmente este gênero. Contudo, na maioria dos Campylocentrum as flores são pequenas e muito se assemelham, geralmente vezes tornando difícil a identificação de uma espécie em particular.
Conforme o aspecto vegetativo podem ser divididas em três diferentes grupos. O primeiro deles é formado por plantas que são compostas apenas por raízes. Seus caules e folhas são atrofiados e imperceptíveis. Neste grupo as raízes possuem clorofila e desempenham as funções das folhas.
O segundo grupo, representado por menor número de espécies, possui curtos caules parecidos com raízes, porém ainda sem folhas, ou com folhas dísticas atrofiadas que lembram escamas. Deste grupo a única espécie ocorrendo no Brasil é o Campylocentrum poeppigii (Rchb.f.) Rolfe.
Por fim, plantas com aparência mais comum, lembrando uma miniatura de Renanthera, com pequenas ou grandes folhas alternadas, geralmente planas, às vezes teretes, longas raízes adventícias grossas, e caule lenhoso. Seus caules podem crescer longamente por alguns anos. Porém costumam soltar brotos de suas secções mais antigas, à maneira das plantas monopodiais. Algumas destas espécies deste grupo podem apresentar crescimento fasciculado. Este é o grupo mais numeroso no Brasil.
A inflorescência de Campylocentrum costuma ser curta, com as flores voltadas apenas para um ou dois lados. Estas muito pequenas, costumam ser concolores, brancas, verde-claro, creme ou levemente rosadas. Seu labelo é dotado de um esporão curto, reto ou curvado, como acontece em todos os membros da subtribo Angraecinae. De fato as flores, a despeito de seu tamanho minúsculo, lembram muito as flores de um Angraecum. A coluna das flores é curta e possui duas polínias cerosas.

8 comentários:

  1. Oi Bete, que linda micro! Como as orquídeas são surpreendentes. Adorei as fotos com o comparativo de tamanhos, deu para ter uma noção exata de quão diminuta é a flor. Parabéns! Abraços!

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  2. Obrigado Sergio
    abraços e um lindo dia

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  3. Q delicadeza... linda e graciosa Micro. Parabéns!
    Abç.

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    1. Obrigado Flávia
      Agradeço também pelas visitas
      abraços

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  4. QUE MARAVILHA! EU FICO ENCANTADA COM TANTA BELEZA!BJS

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    1. Terezinha
      fiquei encantada com ela.
      abraços

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  5. Congratulation for the collection of pleurothallidinae.
    That's my preference.

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