sexta-feira, 24 de agosto de 2012

"Na intimidade das plantas"


Existem pessoas que comparam as orquídeas com as mulheres. Ambas são lindas, perfumadas e diversificadas em cores e formas. Cada uma se diferencia de todas as outras com suas características próprias. Dengosas, escolhem os locais que gostam de ficar e são enjoadas quanto a luz. Algumas apreciam o sol, outras se ressentem dele. Enfim, há muito paralelos entre essas duas belas criações divinas... Tudo isso sem considerar os mistérios que possuem e os segredos para ficar sempre formosas, fortes e produtivas.
Em seu ambiente natural, geralmente, a orquídea se desenvolve em lugares sem poluição, com umidade equilibrada, protegida dos raios solares pelas folhagens das matas. Contudo, se adapta com facilidade se respeitada as características do lugar de procedência, tentando reproduzi-las no local de cultivo. É por esse motivo que o orquidófilo, principalmente, deve estudar a luminosidade, a incidência e a intensidade da luz, além da inclinação do raio solar. Também deve estar atendo à estação climática, mesmo em um país tropical como o Brasil.
Assim, ao contrário do que muita gente pensa, o vento é benéfico para as orquídeas. Ele areja, reduz o calor, mantém a alta taxa de luminosidade, atrai o inseto polinizador e, ainda, ajuda a eliminar pragas e doenças. Claro que alguns ventos não são aconselháveis, como é o caso do vento noroeste, muito quente e seco, ou dos ventos gelados e encanados.
Para a maioria das orquídeas, o vento procedente do mar é saudável, visto que sua umidade é percebida a centenas de metros. Ele, inclusive, traz a poeira, que fica depositada nas folhas e é umedecida pela serração e pela neblina que caem à noite. Logo após, essa mistura escorre até o substrato, servindo como adubo da planta ao se transformar em seiva bruta.
Inclusive, o xaxim tem sido usado como substrato há muitas décadas. Ele foi explorado de tal modo que entrou em extinção, e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama) proibiu sua extração. Para substituí-lo, uma das soluções que se destacam é a combinação de pinus com carvão. Esterilizado em auto clave. Utilizando temperaturas elevadas, apresenta muitas vantagens, como maior durabilidade, melhor arejamento, entre outras. Além disso, o carvão é um elemento útil na diminuição de pragas e da acidez do substrato, ajudando a afugentar caramujos e lesmas e servindo como adubo.


Vale ressaltar que, no mundo das orquídeas, quase sempre há exceções. Por exemplo o Cymbidium, que floresce durante a primavera no Japãp, na China, em Taiwan, e também próximo ao Himaláia. Essa espécie se desenvolve em clima frio. Portanto, ao contrário de diversas plantas brasileiras. Devemos ter o cuidado de protege-las do sol e das altas temperaturas..
Por Isis Nobile Diniz e Mariza Torelli

Reportagem Mariza Torelli
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 11 nº 46
Fotos e cultivo : Elisabete Delfini

4 comentários:

  1. Gostei da comparação com as mulheres... que bom ser comparada com a beleza destas flores maravilhosas...
    Agradeço o comentário carinhoso que deixou em nosso blog. O aluno Kauan ficou muito feliz...
    Abraço!

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  2. lindo post, enchi os olhos de beleza dessas lindas especies. parabéns pelo cultivo..bjos

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    Respostas
    1. Obrigada Angela
      Já disse mil vezes"mas amo as pequeninas"
      abraços e uma linda noite de sábado

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