sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CUIDADOS ESSENCIAIS PARA MANTER A SAÚDE DAS PLANTAS NOS ORQUIDÁRIOS


CUIDADOS ESSENCIAIS PARA MANTER A SAÚDE DAS PLANTAS NOS ORQUIDÁRIOS
(matéria longa mais, interessante)

As orquídeas cultivadas em orquidários caseiros ou comerciais precisam receber com regularidade suplementação de nutrientes muito bem equilibrada.
Em todos os habitats de orquídeas que temos visitado, sempre ficamos impressionado com o vigor e a exuberância das plantas. Sejam elas epífitas, rupícolas ou terrestre, o que vemos são plantas sadias e muito bem nutridas. Espécies que em nossos orquidários, procuramos dar sombreamento adequado com telas especiais, irrigação e adubação controladas, uma ventilação que julgamos ideal, observação e controle de pragas e doenças, enfim, um cultivo muito bem orientado. Mas,  mesmo com tudo isso, nem sempre conseguimos nos aproximar da beleza encontrada nos locais nativos de nossas orquídeas. Vejamos agora se não estamos cometendo alguns enganos.

A NUTRIÇÃO DAS ORQUÍDEAS NOS ORQUIDÁRIOS CASEIROS E COMERCIAIS
Conceitos empíricos no meio orquidófilo sobre adubação
É muito comum encontrar nas exposições de orquídeas adubos sem certificação de órgãos oficiais controladores da qualidade dos produtos. São composições ou mistura de ingredientes feitas por produtores, que nem sempre entendem a química agrícola, da maneira mais empírica possível. Assim, misturam torta de mamona com farinha de osso que, hoje sabemos, resultam em produtos fitotóxicos, e estes com outros componentes sem definição correta dos elementos nutritivos, como esterco de galinha. Quando perguntamos qual a quantidade de cada componente, a resposta sempre revela o desconhecimento do que é uma correta adubação: um punhado de cada componente ou metade deste em relação ao outro, e daí em diante.
Se perguntamos, então, como é que ele sabe que esses componentes são bons, mais uma vez observamos o empirismo com que fazem os adubos: é porque “fulano”, que é um produtor muito experiente, orientou fazer assim. E como vendem estes saquinhos de adubos nas exposições!  E como existem orquidófilos inexperientes que dão qualquer “comida” às suas orquídeas!

CONCEITOS DE CULTIVO ORGÂNICO SOBRE ADUBAÇÃO
Na natureza as orquídeas acumulam grande quantidade de detritos orgânicos em suas touceiras, e com a simbiose de fungos, bactérias, insetos e a ação da umidade, calor e luz do sol, ocorre decomposição e transformação destes componentes orgânicos em alimentos essenciais para as plantas.
Nos orquidários caseiros, onde temos uma boa variedade de espécies,  e também uma densidade ou acúmulo de plantas em pequenos espaços , é praticamente impossível pensar em conseguir um cultivo exclusivamente orgânico, como ocorre na natureza. Ainda com a aplicação periódica de defensivos químicos, não temos a necessária ajuda de microorganismos para a transformação bioquímicas de  matérias orgânicas. Somos assim, obrigados a suprir a falta de nutrientes com adubo químico aplicados com pulverização foliar ou aspersão.

ADUBAÇÃO FOLIAR
A aplicação de adubos químicos solúveis em água é hoje uma realidade que possibilitou o cultivo comercial de grandes quantidades de plantas. Com os equipamentos de irrigação automáticos, pela aspersão, gotejamento ou nebulização, podemos simultaneamente irrigar e adubar um orquidário inteiro em poucos minutos, as folhas das plantas tem possibilidade de absorver a água pelos estômatos que existem em sua superfície, em maior quantidade na parte traseira ou dorsal. A abertura dessas pequenas “ bocas ”depende sempre do equilíbrio hídrico da planta. Plantas desidratadas absorvem pouco ou nenhum nutriente.

ADUBAÇÃO COM IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO
Também como a adubação foliar, o gotejamento favorece a aplicação de adubos solúveis em água e permite a absorção de nutrientes pelas raízes.

REGULARIDADE NA APLICAÇÃO DE ADUBOS
Quando aplicamos adubos químicos em nossas orquídeas, um fator essencial para o bom desenvolvimento vegetativo é, sem dúvida, a regularidade deste procedimento. Assim como nós temos o hábito de almoçar em determinada hora e diariamente, as plantas também são muito estimuladas quando recebem nutrientes com regularidade. É claro que a composição de adubo, variando para as diversas fases vegetativas, tem uma importância fundamental para a nutrição.

COMPOSIÇÃO BÁSICA DOS ABUBOS
Uma composição equilibrada de adubo deve conter os nutrientes indispensáveis para o bom desenvolvimento da plantas em suas diversas fases vegetativas. Podemos dividir esses nutrientes em :
MACRONUTRIENTES : são aqueles que as plantas necessitam em maior quantidade e temos os principais como Nitrogênio, Fósforo e Potássio.
SECUNDÁRIOS: Cálcio, Magnésio, Enxofre, Ferro
MICRONUTRIENTES:  são essenciais, porém exigidos em menor quantidade. São eles: Boro, Cloro, Cobre, Zinco, Manganês, Molibdênio,, Cobalto, Silício.
REGULADORES DO CRESCIMENTO: são os hormônios que controlam o desenvolvimento vegetal: citoconinas, alcinas e girberelinas


FATORES QUE FAVORECEM A ABSORÇÃO DOS ABUDOS
A absorção de nutrientes nas folhas novas é bem maior do que nas folhas velhas. Os estômatos estão mais ativos e mais receptivos aos estímulos. A porosidade de raízes novas é maior é, consequentemente, também a absorção de nutrientes.
LUMINOSIDADE
A luz é a chave da posta que abre e fecha para a entrada dos nutrientes.

UMIDADE          
Quando planejamos fazer uma adubação nas orquídeas, devemos irrigar as plantas na tarde do dia anterior e pela manhã, quando os estômatos estarão abertos facilitando a absorção dos nutrientes

TEMPERATURA
Temperaturas amenas, por volta de 20 a 22ºC, são as ideais para um melhor aproveitamento da absorção de nutrientes após a adubação foliar.

VENTILAÇÃO
O vento favorece a evaporação da solução nutritiva, não sendo portanto desejável durante a adubação foliar.

NÍVEL DE ACIDEZ OU ALCALINIDADE DA SOLUÇÃO NUTRITIVA (pH)
 É um fator muito importante para a perfeita absorção dos nutrientes pela planta e para as orquídeas, mas é pouco pesquisado. Abe-se entretanto que para cada espécie há um pH ideal. Alguns autores consideram a faixa entre 6 e 7 como o melhor para que os sais sejam solubilizados, e entre 4 e 9 para que sejam absorvidos normalmente.

CONCENTRAÇÃO DAS SOLUÇÕES
Para as orquídeas, sempre é preferível uma concentração baixa, fazendo-se diluições em doses homeopáticas e com adubações mais frequentes do que concentrações maiores e adubação mais espalhadas.

HORÁRIO DAS APLICAÇÕES
As primeiras horas do dia e o final da tarde devem ser preferíveis para a adubação. Deve se evitar as horas mais quentes.

COMO IDENTIFICAR AS NECESSIDADES NUTRICIONAIS DAS PLANTAS
PLANTAS JOVENS
As orquídeas reproduzidas em laboratório por sementes ou por meristemas, após remoção dos frascos de cultura é conhecidas pela denominação de “seedlings” ou mudinhas, até chegar a fase de pré floração, terão necessidade de adubos com maior quantidade de nitrogênio ou adubação nitrogenadas. Comercialmente, são formulações expressas por 10-5-5; 30-10-10 ou outras concentrações proporcionais a estas. O primeiro numero corresponde ao Nitrogênio, o segundo ao Fósforo e o terceiro ao Potássio. Não aparecem nesta identificação os demais elementos químicos que necessariamente devem estar presentes na formulação comercial. Nesta fase, uso em minhas plantas uma solução nutritiva com adubação nitrogenada e uma formulação de reguladores de crescimento associado a vitamina (Super Thrive). Acrescentando a esta mistura um adubo natural e orgânico feito com extrato de sementes de uva(biovin), mais hormônio estimulantes para raízes (Host ou Vitaflor-raíz).
PLANTAS ADULTAS
Em seu ciclo evolutivo anual, passam por fases que exigem adubação diferenciadas. Temos a fase de brotação, pré-floração, floração e de repouso. Quando estão na fase de brotação, também têm a mesma necessidade das plantas jovens, pois estão em um período de formação de broto novo, raízes, pseudo-bulbos e folhas. Devemos usar as formulações com maior quantidade de Nitrogênio (10-5-5). Também usamos a solução indicada acima para seendling. Passando para a fase de pré-floração, a formulação deverá conter maior quantidade de fósforo para  promover ,uma estimulação, aumentando o número de flores(3-12-6; 4-14-18).Quando as plantas estiverem floridas podemos interromper a adubação ou passar a uma formulação de manutenção( 5-5-5; 10-10-10; 20-20-20) e com aplicações apenas no substrato. Os adubos poderão manchar as flores se pulverizados. Após a floração, as plantas entram em um período de repouso. Podemos deixar sem adubos ou pulverizar formulações de manutenção mais espalhadas. É também um período em que poderemos usar adubação orgânica, como a torta de mamona que tem absorção lenta. Para evita a ocorrência de fungos no substrato, pegamos um balde de 5 litros com água, colocamos um quilo de torta de mamona, dissolvemos um comprimido de aspirina nesta solução e regamos as plantas. Lembre-se a adubação orgânica deve ser espaçada no mínimo por 3 meses.

FUNÇÃO DOS COMPONENTES
Em orquidários caseiros, onde geralmente temos diversas espécies em espaço restrito, é difícil uma aplicação adequada de adubos, considerando as diversas fases do ciclo anual evolutivo das orquídeas. As plantas estão muito próximas, misturando as diversas fases. Uma opção que podemos utilizar é separar as plantas por época de floração, embora seja um critério não tanto confiável pela possibilidade de haver alteração anual desta fase, Nos orquidários comerciais, esta situação não existe, pois é muito grande o número em uma mesma fase de evolução.

Por  Darly Machado de Campos                -             Revista O Mundo da Orquídeas – Ano  4 nº 22

2 comentários:

  1. Tadinhas das minhas orquídeas!
    Vou tratar delas com mais amor
    beijos
    Zizi

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    Respostas
    1. Zizi
      Você transmite paz, se der mais amor acredito que vão ficar maravilhosas.
      abraços

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