domingo, 29 de abril de 2012

Beleza ímpar de dois gêneros distintos "Coelogyne e Stelis"


BELEZA ÍMPAR DE DOIS GÊNEROS DISTINTOS

Enquanto uma impressiona por suas formas exuberantes, a outra chama a atenção pela delicadeza.

COELOGYNE
 
 
Classificação : terrestres e epífitas

Floração : Floresce praticamente o ano todo dependendo da variedade.

Flor (duração): de 10 a 15 dias, com tamanho de 3 à 8 cm

Espécies : é um gênero com cerca de 150 espécies.

A Espécie mais desejada: Coelogyne cristata pelas flores grandes e albas.

Origem: Sudeste da Ásia, Índia,, Indonésia, China e Ilhas do Pacífico.

Regas: nunca regue as plantas quando as folhas estiverem quentes e quando houver grande
incidência de luz solar. O ideal é molha-las pela manhã ou pelo fim da tarde
.
Cultura: Cultivar em gaiolas ou placas, o que elimina a necessidade de materiais de drenagem. precisam ser cultivadas com bastante luminosidade.

Adubação : a adubação segue a regra de outras espécies,  devendo ser feita uma vez por semana e a cada quinze dias no inverno. Atenção quando os pseudobulbos estiverem amadurecidos, é aconselhável suspender o adubo

Curiosidade : O nome da orquídea vem do grego Koylos(oco ou côncavo) e Gyne(fêmea). normalmente vegeta em altitudes acima de 1.300 metros


STELIS



Cassificação : epífita

Floração : em geral as espécies da Stellis florescem em meados da primavera e do verão.

Flor(duração): em torno de 15 dias, com tamanhos inferiores a 1 cm.

Espécies : é u,m gênero com mais de 500 espécies.

A espécie mais desejada : Stellis peliochyla, pelo exotismo de suas flores diminutas.

Origem : América Central e Sul.

Regas: deve ser abundante durante todo o período de crescimento, mas sempre sem exageros, deixando secar ligeiramente o substrato entre as regas. No inverno deve ser molhada com menos regularidade.

Cultura: difícil cultura, deve-se utilizar vasos plásticos. Necessitam ainda, de boa umidade, porém não toleram unidade excessiva nas raízes, que podem apodrecer. Precisam também de sombra e boa ventilação para se desenvolverem.

Adubação: quando fixada em árvore, a planta não recebe nenhum nutriente, devendo ser adubada com maior freqüência nos dias quentes (duas a três vezes ao dia).

Curiosidade: O nome refere-se à aparência da planta, que significa uma espécie de visgo, em grego. Conhecida como erva de passarinho as Stellis são muito semelhantes a pleurothallis, espécie também conhecida como micro orquídeas.

Por Vanessa Moura
Pesquisa : José Antônio Endsfeldz
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 11 – Nº 58
Foto: Elisabete Delfini


sábado, 28 de abril de 2012

Belas e docemente perfumadas


Belas e docemente perfumadas

Conheça as particularidades de dois gêneros de fácil cultura : Encyclia e Gomesa

Por José Antônio Endsdeldz e Patrícia Magrini / Pesquisa : José Antônio Endsfeldz


GOMESA

CLASSIFICAÇÃO : epífita ou terrestre

FLORAÇÃO : ocorre uma vez ao ano, as hastes possuem numerosas flores, com sépalas laterais parcialmente fendidas, docemente perfumadas

FLOR (duração): varia de 10 a 30 dias, dependendo da espécie.

ESPÉCIE: este gênero possui cerca de 20 espécie.

A ESPÉCIE MAIS DESEJADA: Gomesa recurva, pela inflorescência de até 18 cm de comprimento, onde ficam pendentes de 20 a 30 flores.

ORIGEM: Centro Sul do Brasil

REGAS (DICAS): deve se abundante durante todo o período de crescimento, mas sempre sem exageros. No inverno deve ser regada com menos regularidade.

CULTURA: de fácil cultura. Necessita de sombra e umidade uniforme durante o ano todo.

ADUBAÇÃO: a fórmula NPK(nitrogênio, fósforo e potássio), deve ser aplicada a cada duas semanas, na proporção de 1 colher(café) por litro de água, durante a primavera e verão.

DICAS GERAIS: o nome da espécie foi dado em honra a Dr. Bernardino Antonio Gomes, médico botânico português, autor de livro sobre as plantas medicinais brasileiras.


ENCYCLIA

CLASSIFICAÇÃO : epífita ou ocasionalmente rupícola.

FLORAÇÃO : pode gerar até 60 flores pos haste floral. Possuem, em sua maioria, porte pequeno w são esverdeadas ou bronzeadas, mas nem por isso destituída de beleza. Expostas aos raios solares, apresentam um vermelho distinto.

FLOR ; (duração) varia de 10 a 30 dias dependendo da espécie.

ESPÉCIE : é um gênero com cerca de 60 espécie.

A ESPÉCIE MAIS DESEJADA: Encyclia randii, pelo contraste de cores entre labelo, pétalas e sépalas e pela longa duração das flores.

ORIGEM : México, América Central e América Tropical.

REGAS (DICAS) : deve ser abundante todo o período de crescimento, mas sempre sem exageros, deixando secar ligeiramente o substrato entre as regas. No inverno, deve ser regada com menos regularidade.

CULTURA: Fácil cultivo e divisão para mudas. Gostam DE luz, umidade e também de períodos de seca, como acontece no seu habitat.

ADUBAÇÃO: a adubação nas folhas e raízes deve ser diária, com uma particularidade: se a bula do adubo recomenda diluir um milímetro deste adubo, ao invés de um litro de água, dilua em 20 litros de água.

DICAS GERAIS : Do Grego Enkyklein(abraçar) é uma referência ao labelo que envolve a coluna
.
PERFUME : violeta, jasmim (Encyclia odoratissima)

CURIOSIDADES: espécie muito usada para híbridos floríferos. Tem como característica ser polinizada por abelhas e pássaros. Esse gênero recentemente foi dividido, e cerca de 90 plantas passaram a ser chamadas como Prosthechea.

Revista : O Mundo das Orquídeas
Ano 11 – Nº 51


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Leptotes bicolor

Leptotes bicolor do blogdabeteorquideas
 Leptotes bicolor do blogdabeteorquideas
 
 

Leptotes Bicolor

Espécie com pseudobulbos de 2 cm de altura, roliços e portando folhas cilíndricas de 10 cm de comprimento, espessas, carnosas e acuminadas, com sulco longitudinal. Flores de 3 cm de diâmetro, com pétalas e sépalas brancas ou levemente rosadas. Labelo rosa-arroxeado,  com curtos lóbulos laterais. Floresce no Verão.
Gênero Classificado por Lindley, em 1833. O Nome deriva do grego “Leptotes”(delicado) em alusão à delicadeza das folhas de suas espécies. Encontra-se na subsérie Laeliaea.
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 2 – Nº 7

As virtudes que uma "orquídea perfeita" deve ter

 AS VIRTUDES QUE UMA ORQUÍDEA PERFEITA DEVE TER


Foi o filósofo Platão o responsável pela idéia de forma perfeita, quando afirmou que qualquer irregularidade no movimento planetário discordava de seu universo idealmente perfeito. Todos os corpos deveriam ter esferas perfeitas e mover-se em círculo. Todavia ele foi contestado por Kepler, que desmentiu a idéia platônica celeste, provando que os planetas giravam em torno do Sol, mas em elipses. Já na concepção freudiana, a forma redonda é a representação sexual do útero.
A verdade é que a forma arredondada sempre expressou o equilíbrio psíquico do Homem. Historicamente ela encontrou representações em todas as civilizações: entre os astecas, a Roda do Sol. Na idade Média, era o símbolo alquímico do micro e macrocosmo. Na magia, o círculo mágico.





As formas circulares também fazem parte, atualmente, dos critérios para julgamento de orquídeas. Muito tempo depois de todo o aprofundamento filosófico de Platão e Kepler, e depois da adoção nas mesmas formas circulares como símbolos mágicos, psicológicos ou energizantes, apareceram os julgamentos das orquídeas e foram estabelecidas as seguintes técnicas:

 


Laelia briegri

. Os segmentos da flor deve se encaixar dentro de uma circunferência imaginária. Suas pétalas e labelo devem formar um triângulo eqüilátero e suas sépalas também devem estar

Dispostas de maneira a formar outro triângulo inversamente superposto. As pétalas devem ser as mais redondas possíveis. E que superponham. As sépalas deverão ser
Largas e simétricas, evitando vãos.

. O labelo deve ser proporcional, com lóbulo frontal arredondado, bem plano.

. A flor, quando vista de lado, deve ser razoavelmente plana.

. O labelo deve curvar-se para baixo e não em saliência, em ângulos retos com o plano das pétalas. E das sépalas.

A verdade, porém é que com a existência dessas normas nos tornamos mais exigentes, mas continuamos a apreciar nossas primeiras plantas, mesmo que suas flores não tenham a perfeição de forma que tanto desejamos.

Um alento para os principiantes que deve saber que não são as plantas consideradas tecnicamente perfeita, ou as plantas de alto preço que podem encantar o orquidicultor : a beleza, a perfeição, o colorido exuberante, são virtudes que também existem nos exemplares mais singelos.

Revista O mundo das Orquídeas nº 1 – página 58 e 59


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Myoxanthus lonchophyllus

Myoxanthus lonchophyllus do blogdabeteorquideas
 
 
 
 Myoxanthus lonchophyllus do blogdabeteorquideas
 
 click na imagem para ampliar


Myoxanthus lonchophyllus
Ex Chaetocephala lanchophylla

Espécie epífita com rizoma fino e cilíndrico bastante rastejante. A cada dois ou três surge um pseudobulbo fino e cilíndrico, de 15 cm de altura, portando uma única folha, estreita coriácea e acuminada, em cujas hastes surgem pequenas que se abrem sucessivamente. Flor de 1,5 cm de diâmetro com pétalas e sépalas amarelo-bronzeadas e labelo tri-lobado, com lóbulos bastante pontudos de cor marrom escuro. Floresce no inverno.
Revista  O Mundo das Orquídeas – Ano 2 – Nº 8


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Orquídea híbrida "Porque Hibridar"

 
 

Há muitas razões evocadas por orquidófilos, pesquisadores, comerciantes e curiosos, desde o entusiasmo de um iniciante e o sonho de alcançar a fana por criar um híbrido sensacional, passando por pesquisadores conscientes e chegando à maior parcela dos atuais são da flor, na adaptação a outras temperaturas, à frequência e data de floração, etc.dos atuais hibridadores que são alguns comerciantes, sempre necessitando de novidades ara atender à crescente denanda do consumo.

Mas o que é a planta ? Basicamente é o cruzamento de suas espécie diferentes. Mas ao contrário do que se poderia imaginar, as flores híbridas, mesmo as mais belas não têm o mesmo valor das espécie. Por que?

Porque, em geral as espécie já estão quase todas registradas pelos orquidófilos, pesquisadores ou não. É obra da natureza e não pode ser criada pelos homens. Isto significa que terá sempre o seu valor, mesmo que não seja tão bela.

Já o mesmo não ocorre com os híbridos, pois a ânsia de perfeição leva os homens a fazerem cruzamentos cada vez mais apurados em busca da melhor planta, seja na resistência às pragas, na duração e dimensão da flor, na adaptação
a outras temperaturas, à frequência e data de floração, etc.

As possibilidades de cruzamento são tantas que a cada ano surgem novas flores supervalorizadas em detrimento das dos anos anteriores que deixaram de ser novidades. Claro que só são divulgados e miltiplicados os cruzamentos que dão certo, ou seja, que atingem o objetivo. Mas atrás deles há inúmeros fracassos. Tentativas que "criam" flores apagadas, cheias de problemas e que não recompensam em nada o trabalho que se teve com seu cultivo até a floração.
Este é o perigo dos cruzamentos feitos a esmo sem a devida pesquisa e seleção das plantas que serão usadas como matrizes.
 
Manual de Cultivo de Orquídeas - Volume 2º da AOSP
Denitiro Watanabe e Márcia Sanae Morimoto
Foto e cultivo : Elisabete Delfini
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