terça-feira, 31 de julho de 2012

As fascinantes “MICROORQUÍDEAS”

Por Helena Prates e José Roberto Ciolini
Reportagem José Roberto Ciolini
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 9 nº 42
Fotos : Elisabete Delfini

As microorquídeas passam praticamente despercebidas para os apaixonados pela natureza que adentram as matas brasileiras. É preciso ter olho de gafanhoto para reconhecer essa riqueza quase invisível que vive nas florestas em meio às orquídeas de grande porte. O ambiente natural dessas preciosidades da natureza no Brasil é a Amazônia e a Mata Atlântica, de norte a sul do País. As microorquídeas podem ser vistas através de grande lentes de aumento, e a referência da escala de suas flores é a da cabeça de um palito de fósforo.

Diferentemente das orquídeas em geral, essas curiosas plantas não possuem pseudobulbos e são ligadas a seus nutrientes pelo caule. Para um olhar mais desatento, podem parecer até mesmo gramíneas, com suas flores menores do que 1 cm. Os principais gêneros conhecidos de microorquídeas são : Pleurothallis, Octomeria e a Stelis.

Como conservar espécie tão pequena e, de certa forma, desconhecidas pela maioria das pessoas? Os crescentes desmatamentos e as extrações indiscriminadas fazem com que muitas dessas espécies sequer venham a ser classificadas. Suscetíveis a quaisquer mudanças em seu meio ambiente, elas podem sucumbir a uma simples alteração de insolação.

Em meio da mata da região de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, Sr. Masuji Kayasima tem um santuário dedicado a essas espécies raras e pouco conhecidas. Uma das maiores autoridades em conhecimento de orquídeas e cultivador dessa peculiar natureza microscópica. Sr. Masuji as tem como preciosidade ha pelo menos 25 anos. Fez suas primeiras incursões na mata à procura de plantas raras na década de 1950, começou a cultivas orquídeas quando ainda era adolescente e nada o deteve a continuar.

Movido por paixão à natureza, o estudioso descobriu sua maior devoção pelas microorquídeas. Muito habilidoso e grande observador do universo, Sr. Masuji reproduziu o ambiente natural dessas maravilhosas plantas em seu bosque particular. Seu viveiro é repleto de grandes lupas, pinças e outros instrumentos que permitem a manipulação da espécie que não podem ser vistas a olho nu. E este verdadeiro santuário. Onde se espera um vaso, está o sabugo de milho. Onde se espera um fio metálico de fixação, está lá a lã e, assim seguem diversas formas de cultivo nada ortodoxas. Com grande humildade, o ecologista conta que descobriu por acaso a serventia do sabugo de milho seco para cultivar as orquídeas. As plantas são amarradas com a lã no centro da espiga e içada em um ripado de bambu utilizado como condutor térmico. Além desse curioso artefato, que dura pelo menos dois anos, o cultivador também utiliza coquinhos, rolhas de cortiça e osso bovinos como substrato para a manutenção de suas plantas.

Mas nem tudo são flores no cultivo das microorquídeas. Elas são suscetíveis a alguns tipos de larvas, quie podem ser combatidas com inseticidas naturais, como a calda de fumo e o óleo de nin, segundo Kayasima, produto conhecido no mercado, como gafanhotos e besouros, também podem atacar essas orquídeas. Para evitar esses e outro insetos inoportunos, são cultivadas plantas carnívoras que os devoram e piléias, que os repelem. Em sua forma simplificada e, ao mesmo tempo, sofisticada de cultivo, bastante ventilação e temperaturas frias. Comsequemtemente, suas plantas florescem quase o ano todo e são raridades de beleza aviltante.

Para o cultivo em vasos tradicionais, ele sugere cerâmico colocado em uma bandeja plástica com furos para escoamento da água com substrato de esfagno e fibra de coco. Os polinizadores das microorquídeas são inusitados e noturnos, e os prediletos para a polinização das plantas são as moscas marrons e os morcegos. Já para quem mora na cidade, o orquidófilo aconselha o cultivo dessas plantas num aquário vazio com pedriscos no fundo. O recipiente deve ser semicoberto por um telhado, facilitando a ventilação, e ter uma lâmpada incandescente acessa permanentemente. Os vasos nesse caso de plantio, devem ser de plástico com isopor no fundo, dubstrato de fibra de coco e furos para escoamento da água.

Masuji Kayasima também é presidente e fundador da Associação Orquidófila de Mogi das Cruzes (ASSOMOC) e está envolvido no projeto de um livro a ser publicado em breve. O trabalho do cultivador já foi registrado pela televisão japonesa do Hokkido. Em 2004, a exposição internacional de orquídeas dessa cidade, a “Hokkaido World Orchid Show”, exibiu orquídeas raríssimas no Japão e as microorquídeas brasileiras foram a grande sensação, provocando verdadeiro tumulto na enorme quantidade de visitantes do evento. As orquídeas nacionais foram reverenciadas pelos japoneses antes mesmo dos próprios brasileiros as reconhecerem a admirarem.

Sr. Masuji tem em seu samtuário plantas de gêneros Dryadella, Dichea, Stelis, Pleurothallis, Platysteles, Phymatidium. Além dessas raridades, ele comenta com alegria possuir a menor microorquídea conhecida em todo o mundo: a espécie Barbrodria miersii, cujas flores, segundo o orquidófilo, tem o tamanho de um alfinete. Este ecologista e suas descobertas estão revolucionando o mundo das orquidáceas, além de preservar um segmento de orquídea ainda tão pouco valorizado pela nossa população em geral.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Campylocentrum grisebachii - "Não é um tomate é uma agulhinha de cabeça"


Campylocentrum grisebachii do blogdabeteorquideas
Campylocentrum grisebachii do blogdabeteorquideas



Campylocentrum
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fotos e cultivo : Elisabete Delfini
Campylocentrum (em português: Campilócentro) um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por Bentham em Journal of the Linnean Society, Botany 18(110): 337, em 1881, em substítuição ao gênero Todaroa proposto por Rich. & Galeotti ao descreverem a Todaroa micrantha. O gênero Todaroa é inválido pois é homônimo de outro criado por Parl., pertencente à família Apiaceae.
O nome deste gênero deriva da latinização de duas palavras gregas: καμπύλος (kampýlos), que significa "curvado", e κέντρον , que significa "esporão" ou "aguilhão", referindo-se ao esporão que existe no labelo de suas flores.
Distribuição
Há cerca de sessenta espécies de Campylocentrum espalhados pela América tropical e subtropical. Cerca de metade das espécies existe no Brasil.
Descrição
É um interessante gênero de micro-orquídeas de crescimento monopodial, epífitas ou rupícolas, que inclui espécies de características morfológicas raramente encontradas entre as orquídeas que é a ausência de folhas. Estas características, compartilhadas por muito poucos outros gêneros, permitem-nos identificar facilmente este gênero. Contudo, na maioria dos Campylocentrum as flores são pequenas e muito se assemelham, geralmente vezes tornando difícil a identificação de uma espécie em particular.
Conforme o aspecto vegetativo podem ser divididas em três diferentes grupos. O primeiro deles é formado por plantas que são compostas apenas por raízes. Seus caules e folhas são atrofiados e imperceptíveis. Neste grupo as raízes possuem clorofila e desempenham as funções das folhas.
O segundo grupo, representado por menor número de espécies, possui curtos caules parecidos com raízes, porém ainda sem folhas, ou com folhas dísticas atrofiadas que lembram escamas. Deste grupo a única espécie ocorrendo no Brasil é o Campylocentrum poeppigii (Rchb.f.) Rolfe.
Por fim, plantas com aparência mais comum, lembrando uma miniatura de Renanthera, com pequenas ou grandes folhas alternadas, geralmente planas, às vezes teretes, longas raízes adventícias grossas, e caule lenhoso. Seus caules podem crescer longamente por alguns anos. Porém costumam soltar brotos de suas secções mais antigas, à maneira das plantas monopodiais. Algumas destas espécies deste grupo podem apresentar crescimento fasciculado. Este é o grupo mais numeroso no Brasil.
A inflorescência de Campylocentrum costuma ser curta, com as flores voltadas apenas para um ou dois lados. Estas muito pequenas, costumam ser concolores, brancas, verde-claro, creme ou levemente rosadas. Seu labelo é dotado de um esporão curto, reto ou curvado, como acontece em todos os membros da subtribo Angraecinae. De fato as flores, a despeito de seu tamanho minúsculo, lembram muito as flores de um Angraecum. A coluna das flores é curta e possui duas polínias cerosas.

sábado, 28 de julho de 2012

Mediocalcar decoratum

Mediocalcar decoratum  do blogdabeteorquideas
Mediocalcar decoratum  do blogdabeteorquideas


Gênero epífita constituído por 20 espécie nativa da Nova Guiné, vegetando em florestas fechadas. Planta de porte pequeno de 5 a 10 cm de altura, de crescimento rastejante ou aéreo.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Neofinetia falcata - A orquídea do Samurai


Conta-se que existe uma forte ligação entre a orquídea Neofinetia falcata com a cultura Samurai. Segundo Merle A.Reinikka, na onra "A History of the Orchid", para o guerreiro samurai, esta era um símbolo de bravura e valentia,e como prova disso, no seu treinamento ele deveria cruzar mares traiçoeiros até alcançar ilhas desertas e inóspitas no Japão, onde elas vegetavam abundantemente, trazendo uma consigo para aclamação pública. Teria sido uma espécie cultivada com exclusividade durante séculos pelo "bushido", classe guerreira japonesa. Conta-se que aqueles que não fossem membros da elite samurai eram proibidos de terem um exemplar dessa orquídea. Os senhores feudais da época também eram muitos ligados a ela, considerada símbolo de riqueza e nobreza. Com a evolução dos tempos, quebradas essas regras ou barreiras, tornou-se uma planta popular no mundo orquidofilo.


A lenda do Samurai

Era uma vez havia um grande samurai. Mesmo idoso, dedicava-se ao ensino da arte aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um jovem guerreiro apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama. O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final do dia, sentindo-se
exausto e humilhado, o guerreio retirou-se. Seus discípulos, que a tudo presenciaram, surpresos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade sem reagir.

-Se alguém chega até você com um presente, seja bom ou ruim e você não o aceita, a quem pertence o presente?
A quem tentou entregá-lo respondeu um dos discípulos.

-O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.

MORAL DA HISTÓRIA :A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir - Autor desconhecido.

Texto : Orquidário Cuiabá
Neofinetia falcata

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mesadenela cuspidata

Mesadenela cuspidata  do blogdabeteorquideas
Mesadenella é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por Pabst e Garay em Archivos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro 12: 207-208, em 1952, tipificado pela Mesadenella esmeraldae (Linden & Rchb.f.) Pabst & Garay, primeiro descrita como Spiranthes esmeraldae Linden & Rchb.f., em 1862, e que na realidade é um sinônimo da Mesadenella cuspidata (Lindl.) [[Garay[[, antes descrita como Spiranthes cuspidata Lindl.. O nome do gênero significa que seria diferente porém próximo de Mesadenus, a terminação ella, significa pequeno.

A respeito do nome, tanto genética como morfologicamente este gênero situa-se muito mais próximo de Sacoila e Eltroplectris que de Mesadenus. Distingue-se dos outros desta subtribo pelas suas flores, cuja base do labelo é dotada de glândulas nectárias livres, e pelo ápice das polínias, que se prolonga algo além da porção terminal do viscídio.
Mesadenela cuspidata  do blogdabeteorquideas
Em 1993, baseando-se em algumas diferenças na estrutura floral, por exemplo no labelo, cujas laterais não aderem à coluna, Szlachetko segregou uma de suas espécies, a Mesadenella atroviridis (Barb.Rodr.) Garay, em um novo gênero monotípico por ele proposto, Garaya. Como não há consenso sobre sua aceitação, por hora tratamos este gênero como sinônimo de Mesadenella.

Menos de dez espécies foram descritas. São ervas terrestres, ocasionalmente rupícolas, que habitam florestas sombrias e úmidas, sobre humus, do nível do mar até 800 metros de altitude, ocorrendo em ampla área contínua desde o Sul do México, estendendo-se pelo coração da Amazônia, chegando até o estado de Santa Catarina.

São ervas dotadas de raízes carnosas, folhas pecioladas, ocasionalmente pintalgadas de prateado ou reticuladas de verde escuro, dispostas em forma de roseta. A inflorescência em espiga apresenta muitas flores pouco vistosas, alvacentas, dispostas para todos os lados. A coluna das flores é pubescente e possui pé prolongado.
A Mesadenella cuspidata (Lindley) Garay ocasionalmente pode ser vista em coleções pois é bastante comum no sudeste do Brasil.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Foto e cultivo : Elisabete Delfini


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Cattleya loddigesii

Cattleya loddigesii do blogdabeteorquideas
Cattleya loddigesii
Orquídea epífita de pseudobulbos longos, finos e cilíndricos, bifoliares, com altura média de 30 cm, é nativa do sudeste do Brasil até o Paraguay. A inflorescência surge do ápice do pseudobulbo portando de 2 a 6 flores medindo cerca de 12 cm de diâmetro cada. Pétalas e sépalas podem variar do tom rosa claro até lilás suave e labelo meio curvado sobre a coluna como na Cattleya violácea, apresentando coloração que varia do rosa escuro ao claro, e disco de coloração branca.
Cattleya loddigesii do blogdabeteorquideas
Floresce entre verão e inverno, pode ser plantada em vasos com substrato preferencialmente de lascas de madeira, drenados e arejados. No período de desenvolvimento e enraizamento colocar junto da base do pseudobulbo pequena porção de esfagno ou coco desfibrado para assegurar maior umidade, principalmente se cultivada em região de clima mais quente. Luminosidade entre 50 a 70%.
Além da espécie “tipo” existe a variedade alba, sem contar vários híbridos de cruzamentos com outras espécies. Em razão do desmatamento e desenvolvimento acelerado da região sudeste, exterminando seu habitat para fins agrícolas e eventualmente urbanos, corre o risco de tornar-se em pouco tempo planta rara vegetando na forma nativa; como ocorreu na Grande São Paulo recentemente quando da construção do trecho sul do Rodoanel (entre Embu e Mauá) onde havia trechos de matas com mesma orquídea, com intervenção de pesquisadores do Instituto de Botânica e Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, numa operação pente-fino foi possível coletar diversos exemplares da Cattleya loddigesii, endêmica da região, encaminhados ao Jardim Botânico para preservação (saiba mais aqui ).

Classificação- Gênero: Cattleya Lindley; Espécie: Cattleya loddigesii Lindley; Etimologia: Cattleya, latinização do sobrenome do homenageado horticultor inglês Willian Cattley, conhecido do meio orquidófilo europeu no século XIX. Epíteto: loddigesii, latinização do sobrenome do homenageado Joachim Conrad Loddiges (1738 – 1826), outro conhecido horticultor e botânico inglês de origem alemã.

Fonte : Orquidário Cuiabá
Foto e cultivo : Elisabete Delfini

terça-feira, 24 de julho de 2012

Acianthera barbacenensis

Acianthera barbacenensis do blogdabeteorquideas
 





Fotos e cultivo : Elisabete Delfini


OBs.: Desculpe troquei o nome na imagem "ela é a Acianthera barbacenensis".
Esta planta foi destruida por uma lagarta de madeira, infelizmente só me restaram as fotos, tenho um outro vaso já com botões e do mesmo gênero, ainda a ser identificadoa a espécie.

Correção - Cattleya Walkeriana tipo



Comprei como Cattleya walkeriana caerulea marimbondo x self, achei estranho mas, estava na plaquinha o nome, mas não e sim uma Cattleya walkeriana "Tipo". abraços




segunda-feira, 23 de julho de 2012

Isabelia pulchella

Isabelia pulchella do blogdabeteorquideas
Isabelia é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto pelo Botânico João Barbosa Rodrigues em Genera et Species Orchidearum Novarum 1: 75, em 1877, quando descreveu a Isabelia virginalis, sua espécie tipo. São pequenas plantas epífitas originárias do sudeste e sul brasileiros, de porte e com hábitos parecidos aos de Sophronitis e Constantia.
O nome deste gênero é uma homenagem à princesa Isabel, regente do Império do Brasil

Como cada uma das três espécies constituía um gênero a parte, todas possuem suas particularidades, no entanto todas apresentam pseudobulbos monofoliados com folhas lineares, inflorescência solitária ou pauciflora, de flores com papo ovariano externamente visível, formado pelo pé da coluna ligado à base do labelo.
O gênero anteriormente conhecido como Neolauchea, do qual a única representante hoje é chamada Isabelia pulchella, tem rizoma alongado e pseudobulbos monofoliados, muito espaçados, com uma só folha muito longa e estreita, muito acanoada, que à primeira vista parece ser semiterete.

O gênero anteriormente conhecido como Sophronitella, do qual a única representante hoje é chamada Isabelia violacea, é mais robusto que as outras espécies, com rizoma mais curto, pseudobulbos muito mais robustos, com uma folha coriácea, quase plana alongada. Esta espécie é a única apresenta mais de uma flor por inflorescência, até três.
O gênero anteriormente conhecido como Isabelia, do qual a única representante era a Isabelia virginalis, apresenta com rizoma curto e rasteiro com pseudobulbos de folhas aciculares baínhas, guarnecidos por baínhas formadas por uma trama de fibras frouxamente entrelaçadas como se estivessem embrulhados em um tecido de juta.

Existe um híbrido natural de Isabelia pulchella com Isabelia violacea, que antes da alteração de gêneros era conhecido como Isanitella x pabstii e com a unificação passou a se chamar Isabelia x pabstii.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fotos e Cultivo : Elisabete Delfini


domingo, 22 de julho de 2012

É MELHOR PREVENIR DO QUE ENVENENAR



Por Isis Nobile Dinis e Darly Machado de Campos
Reportagem Darly Machado de Campos
Revista o Mundo das Orquídeas – Ano 9 – nº 43

Sem dúvida, uma eficaz maneira de preservar as orquídeas das pragas e doenças é evitar seu contato com os agentes molestiosos. Trata-se de medidas cautelares para preservar as plantas. Acompanhe os segredos do cultivo defensivo.
Por Isis Nóbile Diniz e Darly Machado de Campos
Reportagem : Darly Machado de Campos

Como afirma a sabedoria popular :”Um homem prevenido vale por dois” Esse provérbio é perfeitamente aplicado ao mundo das Orquídeas. É habitual observar, no cotidiano do cultivador amador ou profissional de orquídeas, práticas realizadas com empirismo que contribuem para a perda das plantas devido à transmissão de pragas e doenças. Paradoxalmente, isso ocorre pois o principal transmissor de pragas e doenças para as orquídeas é o próprio cultivador. Ou seja um transmissor difícil de ser controlado.

Desse modo, uma prática que deve ser aplicada é o cultivo preventivo. Para tal, faz-se necessário ter conhecimento de como as pragas e doenças aparecem nas orquídeas e quais são os vetores. Isto é, quais os condutores transmissores de fungos, bactérias ou vírus, e o que fazer para evitar as contaminações.

Um dos principais veículos de transmissão de pragas e doenças, que as carregam de uma planta para a outra, é a mão do próprio cultivador. Ao tocar plantas com fungos e bactérias, as segundas que podem ser propagadas por meio de esporos ou propágulos – partículas minúsculas capazes de multiplicá-las - , não se deve encostar em outra planta sã. Indica-se o uso de luvas látex e lavar as mãos com soluções desinfetantes – hipoclorito – ou álcool 70%, no intervalo de tratamento entre as plantas.

Os instrumentos utilizados no cultivo também merecem sua devida atenção. Eles podem transmitir, inclusive, vírus que não possuem cura e tratamento. Dessa maneira, é importante limpar cuidadosamente com solução desinfetante ou álcool 70%e, em seguida,esterilizar com maçarico ou bico de Bunsen – instrumento usado para efetuar aquecimento de materiais, com chama que pode ser controlada. Entretanto, não é indicado usar isqueiro comum para tornar estéreis os instrumentos, pois não Alcança temperatura suficiente.

Como muitos orquidários amadores são feitos de madeira e é freqüente plantar orquídeas em madeiras – caixetas de sarrafor, troncos de árvores, estrutura dos viveiros, meses ou bancadas, entre outros - ,deve-se ter atenção especial com esse material. Para viverem saudavelmente, as orquídeas precisam de umidade ambiente, em torno de 70% - a umidade varia de acordo com a espécie. Assim, a associação madeira x umidade pode levar a uma proliferação exageradas de pragas e doenças que apreciam locais úmidos. Nesse caso, não há muito o que fazer, mas uma maneira de evitar é trocar as estruturas do orquidários para metais, como aço galvanizado ou alumínio, e a cobertura e o piso para plástico.

Cortes de folhas, hastes florais ou rizomas – caule subterrâneo rico em nutrientes – devem ser feitos com instrumentos limpos e esterilizados. Também, o uso de pastas selantes é indicado para ser utilizado ao fazer incisões em qualquer parte da planta. Afinal, todo corte é sempre uma porta de entrada para patógenos.

Para evitar insetos, existe uma maneira simples e ecológica. Intercalar plantas que repelem insetos entre as orquídeas , como a Tagetes minuta, conhecida popularmente como cravo de defunto. Essa planta é útil, também para fazer infusão com talos e folhas e, consequentemente, empregada como um inseticida pra ser pulverizado. Outra planta indicada para controle de insetos é a Cymbopogon ou citronela, que deve ser plantada em áreas próximas ao orquidário de forma que receba a luz do sol. O óleo da citronela , extrato dessa planta, é eficiente repelente de insetos e exala um agradável perfume.

Outra alternativa que pode ser aplicada são as plantas carnívoras. Elas possuem fitormônio, um hormônio vegetal que atraem insetos. Quando o inseto entra em contato com a planta carnívora, ela prende ele em suas folhas e o ingere vagarosamente desse modo, são eficientes para o extermínio de insetos nocivos que circulam entre as orquídeas. Como não prejudicam as plantas, podem ser cultivadas de maneira intercalada entre as flores.

Outra maneira curiosa – e patriota – de eliminar insetos é inserir no orquidário bandeiras azuis e amarelas com cola adesiva própria, algumas com, se possível, fitomônios. Essas cores atraem as pragas devido às ondas eletromagnéticas emanadas por elas. Uma vantagem de usar as bandeiras é que, além de iliminar os invasores, podem ser enviadas para laboratórios de entomologia a fim de identificar os insetos.

A água, fonte de vida para todo ser vivo, tem a capacidade de ser um transmissor se empregada de maneira inadequada. Como os fungos e bactérias podem ser transmitidos por esporos ou propágulos, o respingo de água de uma planta para outra é perigoso. Assim a irrigação por aspersão ou por mangueiras manuais deve ser feita com cautela. A situação piora nos casos de cultivos de vasos suspensos sobre outros.

A atenção com bancadas baixas precisa ser redobrada,. O respingo de água que atinge o chão pode voltar a alcançar as plantas, acomodadas nessas bancadas, com propágulos de fungos e bactérias. Nesses casos, a prevenção deve ser meticulosa. É necessário utilizar irrigação por gotejamento e, quando for por aspersão, somente com bicos nebulizadores que provoca uma nevoa de água sem pressão. Indica-se manter distância entre os vasos para arejamento e a altura da bancada de, no mínimo, 90 cm. Também, o piso do orquidário precisa ser limpo. Qualquer vegetação que cresça torna-se um esconderijo ou mesmo um local de propagação de insetos nocivos às plantas.

Enfim, existem várias maneiras de evitar o contágio das orquídeas por pragas e doenças. São algumas dicas ou técnicas básicas que acabam com a proliferação de pragas e doenças. Antes de apelar para medidas vigorosas, deve-se procurar essas pequenas atitudes que tragam grandes resultados. Todo cuidado é pouco. Afinal “antes que o mal cresça, corte-o pela raiz”. E um bom cultivo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Acianthera purpureoviolacea

Acianthera purpureoviolacea do blogdabeteorquideas
Acianthera purpureoviolacea do blogdabeteorquideas


Histórico: foi originalmente encontrada nas matas do litoral de São Paulo em 1896 e então descrita por Alfred Cogniaux como Pleurothallis purpureoviolacea.
Nota taxonômica: em 2002, com ajuda de análises moleculares, as espécies de Pleurothallidinae foram reclassificadas em gêneros menores e mais homogêneos. Hoje esta espécie é geralmente classificada no gênero Acianthera, no entanto, Carlyle Luer, especialista neste grupo de espécies, prefere dividir ainda mais e classifica-a em um grupo menor com cerca de quinze espécies chamado Arthrosia. Este pequeno grupo é facilmente distinto das outras Acianthera por suas flores diáfanas com labelo sempre alongado e ponte agudo, com lobos laterais característicos e a presença de uma articulação circular em sua base, a qual encaixa-se perfeitamente em uma depressão na coluna como um fêmur encaixa-se na bacia. O nome do gênero sugerido por Luer é uma referência a esta articulação. Praticamente todas as espécies têm o labelo quase igual.
Fonte: Colibri Orquídeas
 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Acianthera leptotifolia


Acianthera leptotifolia do blogdabeteorquideas
Acianthera leptotifolia do blogdabeteorquideas


Acianthera Leptotifolia
Pequena espécie epífita que muitas vezes vegeta cobrindo totalmente os galhos da árvore hospedeira. Folhas pontudas, carnosas, curtas e roliças com pequenos sulcos num dos lados e com 2 cm de altura, presos e finos rizoma rastejante. Hastes florais curtas de 3 cm de altura. Flor concolor amarela. É muito mimosa .

Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 2 Nº 3
Fotos : Elisabete Delfini
OBS.: Estava repleta de botões, muita chuva no período e perdi quase todos, fica de alerta para a próxima. Abraços
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