sábado, 27 de outubro de 2012

Specklinia subpicta variedade 1

Specklinia subpicta variedade  1 do blogdabeteorquideas

Specklinia subpicta variedade  1 do blogdabeteorquideas



Specklinia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Specklinia é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por John Lindley em The Genera and Species of Orchidaceous Plants 8, em 1830, e seu lectótipo designado por Garay e Sweet é o Epidendrum lanceola, espécie da América Central e Jamaica descrita por Swarts em 1788.
Taxonomia
Até recentemente Luer vinha tratando este gênero como subgênero de Pleurothallis, entretanto em 2001, Mark Chase et al., publicaram no American Journal of Botany um estudo preliminar sobre a filogenia desta subtribo que sugere diferente tratamento. Segundo os resultados encontrados, este subgênero, deveria ser dividido, em parte elevado à categora de gênero, em parte transferido para Anathallis.
 De acordo com a proposta de Chase et al. formariam este gênero as secções Hymenodanthe, Muscariae e Tribuloides de Specklinia; os subgêneros Empusella e Pseudoctomeria de Pleurothallis, além do gênero Acostaea. Destes todos apenas das duas primeiras seções existem exemplares no Brasil.
O conceito de Luer sobre Specklinia, publicado em 2007, é ainda mais restrito, e inclui somente pouco mais de uma dúzia de espécies que correspondem apenas à subsecção Longicaulae da secção Hymenodantae. A planta tipo desta secção é a Pleurothallis grobyi Batem. ex. Lindley, agora Specklinia grobyi.
 O gênero Specklinia vem inserido no sexto grande clado da subtribo Pleurothallidinae na seguinte ordem de gêneros: Andinia, Dryadella, Specklinia, Acostaea, Platystele e Scaphosepalum. O sétimo grupo está inserido entre os clados formados por Pleurothallis e Stelis de um lado e Luerella do outro.
Descrição
 São plantas pequenas, de caules curtos e inflorescência racemosa, normalmente mais longa que as folhas, com flores abertas de forma simultânea; as flores com pétalas membranosas simples e coluna grande ou alongada, geralmente com dentes e antera ventral, e labelo simples articulado com o pé da coluna.
 Algumas espécies no Brasil são:
 1.Specklinia acutidentata
 2.Specklinia barbosana
 3.Specklinia deltoglossa
 4.Specklinia grobyi
 5.Specklinia marginalis
 6.Specklinia picta
 7.Specklinia pleurothalloides
 8.Specklinia spiculifera
 9.Specklinia rubidantha Chiron & Ximenes Bolsanello, (2009)
 10.Specklinia subpicta
 11.Specklinia truncicola.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CUIDADOS ESSENCIAIS PARA MANTER A SAÚDE DAS PLANTAS NOS ORQUIDÁRIOS


CUIDADOS ESSENCIAIS PARA MANTER A SAÚDE DAS PLANTAS NOS ORQUIDÁRIOS
(matéria longa mais, interessante)

As orquídeas cultivadas em orquidários caseiros ou comerciais precisam receber com regularidade suplementação de nutrientes muito bem equilibrada.
Em todos os habitats de orquídeas que temos visitado, sempre ficamos impressionado com o vigor e a exuberância das plantas. Sejam elas epífitas, rupícolas ou terrestre, o que vemos são plantas sadias e muito bem nutridas. Espécies que em nossos orquidários, procuramos dar sombreamento adequado com telas especiais, irrigação e adubação controladas, uma ventilação que julgamos ideal, observação e controle de pragas e doenças, enfim, um cultivo muito bem orientado. Mas,  mesmo com tudo isso, nem sempre conseguimos nos aproximar da beleza encontrada nos locais nativos de nossas orquídeas. Vejamos agora se não estamos cometendo alguns enganos.

A NUTRIÇÃO DAS ORQUÍDEAS NOS ORQUIDÁRIOS CASEIROS E COMERCIAIS
Conceitos empíricos no meio orquidófilo sobre adubação
É muito comum encontrar nas exposições de orquídeas adubos sem certificação de órgãos oficiais controladores da qualidade dos produtos. São composições ou mistura de ingredientes feitas por produtores, que nem sempre entendem a química agrícola, da maneira mais empírica possível. Assim, misturam torta de mamona com farinha de osso que, hoje sabemos, resultam em produtos fitotóxicos, e estes com outros componentes sem definição correta dos elementos nutritivos, como esterco de galinha. Quando perguntamos qual a quantidade de cada componente, a resposta sempre revela o desconhecimento do que é uma correta adubação: um punhado de cada componente ou metade deste em relação ao outro, e daí em diante.
Se perguntamos, então, como é que ele sabe que esses componentes são bons, mais uma vez observamos o empirismo com que fazem os adubos: é porque “fulano”, que é um produtor muito experiente, orientou fazer assim. E como vendem estes saquinhos de adubos nas exposições!  E como existem orquidófilos inexperientes que dão qualquer “comida” às suas orquídeas!

CONCEITOS DE CULTIVO ORGÂNICO SOBRE ADUBAÇÃO
Na natureza as orquídeas acumulam grande quantidade de detritos orgânicos em suas touceiras, e com a simbiose de fungos, bactérias, insetos e a ação da umidade, calor e luz do sol, ocorre decomposição e transformação destes componentes orgânicos em alimentos essenciais para as plantas.
Nos orquidários caseiros, onde temos uma boa variedade de espécies,  e também uma densidade ou acúmulo de plantas em pequenos espaços , é praticamente impossível pensar em conseguir um cultivo exclusivamente orgânico, como ocorre na natureza. Ainda com a aplicação periódica de defensivos químicos, não temos a necessária ajuda de microorganismos para a transformação bioquímicas de  matérias orgânicas. Somos assim, obrigados a suprir a falta de nutrientes com adubo químico aplicados com pulverização foliar ou aspersão.

ADUBAÇÃO FOLIAR
A aplicação de adubos químicos solúveis em água é hoje uma realidade que possibilitou o cultivo comercial de grandes quantidades de plantas. Com os equipamentos de irrigação automáticos, pela aspersão, gotejamento ou nebulização, podemos simultaneamente irrigar e adubar um orquidário inteiro em poucos minutos, as folhas das plantas tem possibilidade de absorver a água pelos estômatos que existem em sua superfície, em maior quantidade na parte traseira ou dorsal. A abertura dessas pequenas “ bocas ”depende sempre do equilíbrio hídrico da planta. Plantas desidratadas absorvem pouco ou nenhum nutriente.

ADUBAÇÃO COM IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO
Também como a adubação foliar, o gotejamento favorece a aplicação de adubos solúveis em água e permite a absorção de nutrientes pelas raízes.

REGULARIDADE NA APLICAÇÃO DE ADUBOS
Quando aplicamos adubos químicos em nossas orquídeas, um fator essencial para o bom desenvolvimento vegetativo é, sem dúvida, a regularidade deste procedimento. Assim como nós temos o hábito de almoçar em determinada hora e diariamente, as plantas também são muito estimuladas quando recebem nutrientes com regularidade. É claro que a composição de adubo, variando para as diversas fases vegetativas, tem uma importância fundamental para a nutrição.

COMPOSIÇÃO BÁSICA DOS ABUBOS
Uma composição equilibrada de adubo deve conter os nutrientes indispensáveis para o bom desenvolvimento da plantas em suas diversas fases vegetativas. Podemos dividir esses nutrientes em :
MACRONUTRIENTES : são aqueles que as plantas necessitam em maior quantidade e temos os principais como Nitrogênio, Fósforo e Potássio.
SECUNDÁRIOS: Cálcio, Magnésio, Enxofre, Ferro
MICRONUTRIENTES:  são essenciais, porém exigidos em menor quantidade. São eles: Boro, Cloro, Cobre, Zinco, Manganês, Molibdênio,, Cobalto, Silício.
REGULADORES DO CRESCIMENTO: são os hormônios que controlam o desenvolvimento vegetal: citoconinas, alcinas e girberelinas


FATORES QUE FAVORECEM A ABSORÇÃO DOS ABUDOS
A absorção de nutrientes nas folhas novas é bem maior do que nas folhas velhas. Os estômatos estão mais ativos e mais receptivos aos estímulos. A porosidade de raízes novas é maior é, consequentemente, também a absorção de nutrientes.
LUMINOSIDADE
A luz é a chave da posta que abre e fecha para a entrada dos nutrientes.

UMIDADE          
Quando planejamos fazer uma adubação nas orquídeas, devemos irrigar as plantas na tarde do dia anterior e pela manhã, quando os estômatos estarão abertos facilitando a absorção dos nutrientes

TEMPERATURA
Temperaturas amenas, por volta de 20 a 22ºC, são as ideais para um melhor aproveitamento da absorção de nutrientes após a adubação foliar.

VENTILAÇÃO
O vento favorece a evaporação da solução nutritiva, não sendo portanto desejável durante a adubação foliar.

NÍVEL DE ACIDEZ OU ALCALINIDADE DA SOLUÇÃO NUTRITIVA (pH)
 É um fator muito importante para a perfeita absorção dos nutrientes pela planta e para as orquídeas, mas é pouco pesquisado. Abe-se entretanto que para cada espécie há um pH ideal. Alguns autores consideram a faixa entre 6 e 7 como o melhor para que os sais sejam solubilizados, e entre 4 e 9 para que sejam absorvidos normalmente.

CONCENTRAÇÃO DAS SOLUÇÕES
Para as orquídeas, sempre é preferível uma concentração baixa, fazendo-se diluições em doses homeopáticas e com adubações mais frequentes do que concentrações maiores e adubação mais espalhadas.

HORÁRIO DAS APLICAÇÕES
As primeiras horas do dia e o final da tarde devem ser preferíveis para a adubação. Deve se evitar as horas mais quentes.

COMO IDENTIFICAR AS NECESSIDADES NUTRICIONAIS DAS PLANTAS
PLANTAS JOVENS
As orquídeas reproduzidas em laboratório por sementes ou por meristemas, após remoção dos frascos de cultura é conhecidas pela denominação de “seedlings” ou mudinhas, até chegar a fase de pré floração, terão necessidade de adubos com maior quantidade de nitrogênio ou adubação nitrogenadas. Comercialmente, são formulações expressas por 10-5-5; 30-10-10 ou outras concentrações proporcionais a estas. O primeiro numero corresponde ao Nitrogênio, o segundo ao Fósforo e o terceiro ao Potássio. Não aparecem nesta identificação os demais elementos químicos que necessariamente devem estar presentes na formulação comercial. Nesta fase, uso em minhas plantas uma solução nutritiva com adubação nitrogenada e uma formulação de reguladores de crescimento associado a vitamina (Super Thrive). Acrescentando a esta mistura um adubo natural e orgânico feito com extrato de sementes de uva(biovin), mais hormônio estimulantes para raízes (Host ou Vitaflor-raíz).
PLANTAS ADULTAS
Em seu ciclo evolutivo anual, passam por fases que exigem adubação diferenciadas. Temos a fase de brotação, pré-floração, floração e de repouso. Quando estão na fase de brotação, também têm a mesma necessidade das plantas jovens, pois estão em um período de formação de broto novo, raízes, pseudo-bulbos e folhas. Devemos usar as formulações com maior quantidade de Nitrogênio (10-5-5). Também usamos a solução indicada acima para seendling. Passando para a fase de pré-floração, a formulação deverá conter maior quantidade de fósforo para  promover ,uma estimulação, aumentando o número de flores(3-12-6; 4-14-18).Quando as plantas estiverem floridas podemos interromper a adubação ou passar a uma formulação de manutenção( 5-5-5; 10-10-10; 20-20-20) e com aplicações apenas no substrato. Os adubos poderão manchar as flores se pulverizados. Após a floração, as plantas entram em um período de repouso. Podemos deixar sem adubos ou pulverizar formulações de manutenção mais espalhadas. É também um período em que poderemos usar adubação orgânica, como a torta de mamona que tem absorção lenta. Para evita a ocorrência de fungos no substrato, pegamos um balde de 5 litros com água, colocamos um quilo de torta de mamona, dissolvemos um comprimido de aspirina nesta solução e regamos as plantas. Lembre-se a adubação orgânica deve ser espaçada no mínimo por 3 meses.

FUNÇÃO DOS COMPONENTES
Em orquidários caseiros, onde geralmente temos diversas espécies em espaço restrito, é difícil uma aplicação adequada de adubos, considerando as diversas fases do ciclo anual evolutivo das orquídeas. As plantas estão muito próximas, misturando as diversas fases. Uma opção que podemos utilizar é separar as plantas por época de floração, embora seja um critério não tanto confiável pela possibilidade de haver alteração anual desta fase, Nos orquidários comerciais, esta situação não existe, pois é muito grande o número em uma mesma fase de evolução.

Por  Darly Machado de Campos                -             Revista O Mundo da Orquídeas – Ano  4 nº 22

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Zygostates alleniana

Zygostates alleniana  do blogdabeteorquideas




Zygostates alleniana

Pequena e mimosa espécie de pseudobulbos ovais, com 5 mm de altura e coloração verde-brilhante. Possui folhas apicais, de 2cm de comprimento, lanceoladas e coriáceas. Suas inflorescências são eretas ou levemente pendentes, portando de 4 a 8 flores de 5 mm de diâmetro cada. Apresenta pétalas e sépalas arredondadas, com bordas brancas e pouco serrilhadas e labelo pequeno, trilobado e verde-amarelo. Vegeta principalmente, na Serra do Mar, na Mantiqueira, e em matas mais claras. Floresce no verão.
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 8 Nº 40
Fotoe e cultivo : Elisabete Delfini

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Phaius tankervilleae

Phaius tankervilleae do blogdabeteorquideas

Phaius tankervilleae do blogdabeteorquideas



Phaius Tankerwilleae

Espécie terrestre que já foi intensamente cultivada nos jardins municipais da capital paulista.Planta com pseudobulbos ovoides de 12 cm de altura encimados por 3 ou 4 folhas oblongo-elipticas, acuminadas e estreitas na base com 30 cm de comprimento. Hastes florais eretas de 35 cm de altura, regular quantidade de flores que vão se abrindo, uma após as outras. Flor de 10 cm de diâmetro com pétalas e sépalas marron e labelo púrpura com matizes mais escuras na parte central. Tem um pequeno esporão na sua parte traseira. Floresce de setembro a novembro. Procede da China, Índia (sikkim, Assam e Himalaia), Burna, Sri-Lanka, Tailândia, Indochina e Austrália, numa altitude de 1300 metros. Foi descrita por Joseph Banks como Sertum anglicum em 1788. Depois como Lomodorum tankervilleae e,, em 1856, C.L. Blume a transferiu para o gênero Phaius.

Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 4 Nº 23 
Fotos e cultivo : Elisabete Delfini

domingo, 21 de outubro de 2012

Gomesa crispa

Gomesa crispa do blogdabeteorquideas

Gomesa crispa do blogdabeteorquideas



Gomesa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fotos e cultivo : Elisabete Delfini

Gomesa é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceæ). Foi proposto por Robert Brown em Botanical Magazine 42: t. 1748, em 1815. A Gomesa recurva R.Br. é a espécie tipo deste gênero. São plantas de cultivo muito fácil, extremamente floríferas, algumas espécies bastante perfumadas.

Etimologia
O nome deste gênero, foi dado em homenagem a "Bernardino António Gomes", um médico e botânico português, que teve seu nome latinizado para "Bernardinus Antonius Gomesius".

Distribuição
Agrupa cerca de treze espécies epífitas conhecidas e mais algumas não esclarecidas. São plantas de crescimento cespitoso, distribuídas pelo sudeste brasileiro, Paraguai e nordeste argentino, normalmente crescendo à sombra das matas úmidas da Serra do Mar e do interior.

Descrição
É um gênero muito próximo de Rodrigueziella, do qual se diferencia, dentre outras características, por serem plantas mais robustas e maiores, com inflorescência mais floribunda, com flores cujos segmentos são sempre pálidos, esverdeados, esbranquiçados ou amarelados, com calos do labelo sempre glabros.
A maioria das espécies de Gomesa são muito semelhantes entre si, somente diferenciadas pela estrutura floral, e mesmo por essas algumas vezes com grande dificuldade, exceção feita à Gomesa glaziovii, que pode ser reconhecida pela planta, e poucas outras com características florais bem marcadas.
São plantas de porte médio com robustos pseudobulbos bifoliados, de perfil oblongo, lateralmente achatados, guarnecidos por baínhas foliares na base. folhas herbáceas, oblongo-lanceoladas. O rizoma normalmente é curto, porém mais longo em algumas espécies. A inflorescência é racemosa, arqueada, repleta de pequenas flores, como já mencionamos, verdes, creme, amareladas ou alvacentas, e brota das baínhas dos pseudobulbos.
As flores possuem sépalas de margens lisas ou crespas de forma oblongo-lanceolada, as laterais parcialmente concrescidas em algumas espécies e totalmente livres em outras, e um pouco mais compridas que a dorsal, pétalas lanceoladas, labelo mais ou menos unido à coluna, cerca do mesmo comprimento dos outros segmentos florais, sempre de perfil sinuoso com a extremidade reflexa, fortemente arcado no meio, formando um joelho, com o disco completamente glabro apresentando dois calos longitudinais.

sábado, 20 de outubro de 2012

Dryadella zebrina

Dryadella zebrina  do blogdabeteorquideas

Dryadella zebrina  do blogdabeteorquideas

Dryadella zebrina  do blogdabeteorquideas


Dryadella Zebrina


Espécie epífita destacada do gênero Masdevallia que vegeta em matas sombrias da Serra do Mar. Plantas sem pseudobulbos. Folhas pequenas de 4 cm de comprimento, estreita e espatulares de cor verde claro. Flor de meio cm de diâmetro, com pétalas e sépalas amarelas esverdeadas, densalmente pintalgadas de marrom lilacieno. Labelo diminuto e bem escuro. Floresce no verão/primavera.
Revista O Mundo das Orquídeas
Fotos e Cultivo : Elisabete Delfini

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Encyclia argentinensis

Encyclia argentinensis do blogdabeteorquideas

Encyclia argentinensis do blogdabeteorquideas



Encyclia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Encyclia (em português: Encíclia) é um gênero de orquídeas (família Orchidaceae). Foi proposto por Hooker, e publicado em Botanical Magazine 55: pl. 2831, em 1828, quando descreveu sua espécie tipo, a Encyclia viridiflora, coletada no Rio de Janeiro por William Harrison. Até hoje esta espécie permanece um mistério pois nunca foi encontrada novamente, dela restando apenas um desenho. Pode tratar-se de espécie extinta, aberrante, ou estrangeira, citada por engano para Brasil ou ainda de algum estranho e incomum híbrido natural.

Etimologia
O nome deste gênero "''Encyclia" (Encycl.) deriva da latinização do verbo grego: εκυκλειν (enkyklein), que significa contornar, rodear; numa referência ao fato dos lobos laterais do labelo de suas flores envolverem a coluna.

Histórico
Por muitos anos Encyclia esteve subordinada a Epidendrum. A principal diferença entre estes dois gêneros está no labelo de suas flores, que em Epidendrum é fundido em toda a extensão da coluna, enquanto em Encyclia é livre, articulado levemente junto à base. Além disso, em regra, Epidendrum não apresenta pseudobulbos, e Encyclia sempre os têm. As poucas folhas destas costumam ser bastante longas coriáceas e lanceoladas enquanto em Epidendrum, normalmente são muitas, mais delgadas, e alternadas no caule. Por último, ao contrário de Encyclia, o rostelo de Epidendrum é sempre fendido.
Em 1961, Robert Louis Dressler submeteu diversos outros gêneros a Encyclia. Mais tarde estas plantas foram separadas novamente e passaram a ser classificadas em outros gêneros, entre eles Prosthechea e Dinema. Muitos desses gêneros têm flores que não ressupinam, com parte do labelo fundido à coluna, assim é fácil diferenciá-las de Encyclia. Recomendamos a leitura desses textos aos interessados em conhecerem o antigo conceito ampliado de Encyclia. Aqui tratamos de Encyclia como um grupo bastante restrito e homogêneo de espécies.

Distribuição
Restaram em Encyclia cerca de cento e cinquenta espécies epífitas, ocasionalmente rupícolas, de crescimento cespitoso, espalhadas por quase toda a América, desde os Estados Unidos e Caribe até a Argentina, ocorrendo em diversos tipos de matas em regra abertas e quentes, com bastante luz, encontram-se também em campinas e florestas sazonalmente secas, desde o nível do mar até mil e quinhentos metros de altitude. Cerca de quarenta espécies registradas para o Brasil.

Descrição
Quando sem flores é bastante difícil distinguir grande parte das espécies de Encyclia. Mesmo com flores muitas confundem-se, por outro lado as características comuns de todas estas espécies tornam o gênero facilmente distinto.
Quase a totalidade das Encyclia são plantas robustas que possuem pseudobulbos esféricos ou cônico-cilíndricos, com uma a quatro longas folhas, geralmente coriáceas e lanceoladas. As plantas variam desde espécies com apenas poucos centímetros até grandes, com quase um metro. A inflorescência que não nasce de espata, é apical, arqueada, delgada mas rija, paniculada ou racemosa, em regra com muitas flores, raro poucas. A maioria das espécies tem perfume agradável.
As flores não apresentam brácteas, geralmente são menores de quatro centímetros de diâmetro, comum esverdeadas, mas também há espécies amareladas, róseas, púrpura, marrons, e alvacentas. As pétalas e sépalas são similares, bem explanadas, quase sempre espatuladas, por vezes com extremidades acuminadas mas em regra arredondadas, bastante atenuadas para a base. O labelo é trilobado, livre, os lobos laterais alongados, eretos aos lados da coluna, o mediano com venulações ou leves carenas, algumas vezes de margens onduladas, crespas ou reflexas, e face glabra ou aveludada. A coluna pode apresentar aurículas a antera é terminal e contém quatro polínias.
Este gênero é polinizado por abelhas e pássaros. É interessante notar que a conformação dos lobos laterais do labelo destas flores ajusta-se de maneira tal que quando um inseto ali pousa passam para o lado inferior da coluna impedindo que o labelo volte para sua posição anterior.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

"Tome uma Atitude"


TOME UMA ATITUDE

VEJA ALGUMAS MANEIRAS, INCORPORADAS AO DIA-A-DIA, 
QUE PODEM APRIMORAR O CONTROLE DAS PRAGAS E 
ENFERMIDADES  DOS ORQUIDÁRIOS.

. Prefira sempre produtos naturais para o controle e tratamento das pragas;
. Evite produtos químicos tóxicos para as plantas, meio ambiente e prejudiciais à sua saúde;
. Prefira caldas inseticidas, fungicidas feita de plantas indicadas para esse fim ou fungicida feito de urina de vaca;
. Identifique a praga ou doença que ataca. Exames de laboratório de fitopatologia indicam com exatidão qual é o diagnóstico correto para um eficiente tratamento;
. Evite palpites de leigos quando for aplicar qualquer inseticida ou fungicida;
. Fique sempre atento aos perigos pra sua saúde na utilização de qualquer produto químico e aprenda como se proteger ao aplicá-los;
. Adubar corretamente uma planta é um recurso inestimável para prevenir pragas e doenças. Uma planta bem nutrida é mais resistente ao ataque de patógenos;
. Adubar com regularidade é um meio de prevenir pragas e doenças, e utilizar as composições adequadas para as diferentes fases de desenvolvimento das plantas origina plantas saudáveis e resistentes. Como por exemplo, empregar regularmente o silício. Ele não é fungicida, mas um nutriente que reforça a planta contra o ataque de fungos.

(trecho da Matéria Melhor Prevenir do que Envenenar)
Por Isis Nóbile Dinis e Darly Machado de Campos
Reportagem  Darly Machado de Campos
Revista O mundo das Orquídeas – Ano 9 nº 43- página 58 e 59
abraços

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Anathallis linearifolia

Anathallis linearifolia  do blogdabeteorquideas

Anathallis linearifolia  do blogdabeteorqudeas




Pequena espécie epífita de crescimento rastejante. Rizoma roliço e fino. Sem pseudobulbos nas pequenas e finas hastes de 2 cm de altura, portando fina folha lanceolada e vinculada na sua parte central, com 3 cm de comprimento. Hastes florais finas com 10 cm de comprimento e cinco a oito flores. Flor de 0,5 cm de diâmetro, com segmentos pontudos de cor amarelo-esverdeado. Floresce na primavera.
Revista O Mundo das Orquídeas Ano 3 Nº 4

Fotos e Cultivo : Elisabete Delfini
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