quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Substrato "Sabugo de milho"

Trecho: orgânicos misturas envasamento são a nova tendência no Brasil no cultivo de orquídeas. Este artigo aconselha o uso de sabugo de milho para epífitas simpodiais.
 A busca alternativa de novos tipos de substratos para o cultivo de orquídeas tem sido uma preocupação da classe orquidófila no mundo inteiro. No Brasil, pais rico na diversidade de substratos, e com a incrementação agrícola, a produção de resíduos orgânicos de origem vegetal é considerável.  Muitos deles são empregados em larga escala na produção de ração animal e adubo orgânico, como a torta de mamona e torta de algodão.


Na indústria alimentícia, principalmente aquelas que beneficiam o coco-da-Bahia extraindo dele a água, castanha,  gordura vegetal e leite de coco,  grande parte do resíduo principal que é a casca   e noz dura interna, ainda não tem sido aproveitada como deveria, mesmo com o  crescente beneficiamento de sua fibra na indústria de artefatos automobilísticos (forro e enchimento de bancos por exemplo), microempresas de artesanato e as recentes fábricas de coxim, além do uso do pó extraído das fibras na compostagem de adubos orgânicos e corretivos do solo.

Uma parte mínima dele é aproveitada por orquidófilos brasileiros, apesar de sua presença na maior parte de cidades brasileiras  em carrinhos e quiosques de esquina vendendo sua água e pondo no lixo importante substrato, que poucos preocupam-se em apanhar nas lixeiras para desidratá-los para uso posterior no plantio de orquídeas. A dica de seu uso está no artigo SUBSTRATO DE COCO SECO.

O agronegócio do milho produz  grande quantidade de resíduo chamado SABUGO, sem falar na palha, largamente usada na industria do artesanato…o sabugo como substrato ainda não foi descoberto pelos orquidófilos como deveria!  A casca de arroz carbonizada é outro excelente substrato para orquídeas e pouco aproveitada, muitas empresas que beneficiam arroz , sem ter onde estocá-las, acabam botando fogo, transformando-as em cinzas. Pouca parte dela, incluindo o bagaço da cana de açúcar é usada em placas de aglomerados para uso na industria de móveis. Usinas canavieiras fazem bom uso do bagaço da cana, sem desperdiçá-lo, como materia-prima de combustão e gerador de calor para as caldeiras.

Tamanho desperdício de substratos deve-se ao fato arraigado e ainda predominante em muitos orquidófilos e orquidários comerciais, do uso do xaxim, extraído da planta adulta de mesmo nome (Dicksonia selowiana Hook) no cultivo de orquídeas, apesar da proibição legal da extração dessa planta, a mesma ainda vem sendo extraída e vendida ilegalmente…e se isso ocorre é porque existe a procura. Falta consciência preservacionista  naqueles que compram e nos que extraem ilegalmente da Natureza

Temos que o bom substrato é aquele que estiver disponível em grande escala na região onde moramos, seja de fácil manutenção e não necessariamente durável, mas que seja de baixo custo onde cultivamos nossas orquídeas.

Já pensou em avaliar na sua região, qual substrato oriundo de algum desses resíduos poderia ser usado no plantio de suas orquídeas, principalmente casca de arroz, casca de coco, além de outras tantas possibilidades, como a haste dura e fibrosa da folha de coqueiro, caroços de frutas previamente fervidos para quebrar sua germinação…etc..??? Pela diversidade da flora regional brasileira, e criativos que somos por natureza, podemos encontrar novos substratos para orquídeas nas localidades onde moramos, divulgando-os no meio orquidófilo. O blog do Orquidário Cuiabá está aberto a todos que quiserem manifestarem-se nesse sentido!

Neste artigo apresento o excelente substrato –
                                       SABUGO DE MILHO

De pH neutro, matéria fibrosa seca e porosa, livre do temível tanino. Bem preparado tem boa durabilidade para o plantio de orquídeas epífitas. Mostrou-se negativo quando misturado a outros substratos,sem ter passado anteriormente por uma “defumação” e carbonização parcial. Seu uso seco in natura, picado em gomos de tamanhos variados principalmente em vasos plásticos sem ventilação lateral, misturado a outros substratos, deteriora com o tempo,  transformando-se num pó parecido com terra orgânica que acaba sufocando as raízes da planta.

     PREPARO DO SABUGO DE MILHO COMO SUBSTRATO DE ORQUÍDEAS(fotos abaixo)

Observando esse pequeno problema, como teste decidi carbonizá-lo parcialmente sobre a chama e calor de uma churrasqueira doméstica.
Após fazer isso, foi lavado num tanque, apagando algum princípio de brasa e cinza, prejudicando seu aproveitamento total, em seguida raspei com uma faca o carvão superficial criado, enxagüei sob água corrente e usando de uma escova de lavar roupas esfreguei cada um para retirar qualquer resíduo de pó do carvão superficial que formou-se durante sua carbonização.

O resultado será uma superfície áspera, mas sem as dezenas de cavidades pequenas que tinha antes desse processo.  A “tostada” parcial externa do sabugo deve ser muito bem assistida para evitar que  queime demais, até porque muito seco pega fogo com facilidade. Se for sabugo muito seco, sugiro prévia hidratação, porque assim iremos carbonizar somente a área externa sem aprofundar muito.
 
 Para pessoas que disponham  dele verde (muitas pamonharias, restaurantes e lanchonetes que usam milho verde in natura para seus pratos diariamente jogam no lixo os sabugos), é mais fácil esse tratamento de carbonização, pois iremos utilizá-lo também seco, mas com maior umidade interna que aqueles colhidos  há muito tempo.

Depois dos passos anteriores, usando de um pedaço de arame galvanizado  e duro (liga de aço), daqueles usados em cercas elétricas rurais, transpassei o miolo do sabugo, de consistência parecida com isopor, portanto fácil de ser retirado por movimentos contínuos de vai-e-vem do arame nessa raspagem, deixando-o oco, garantindo boa ventilação interna e secagem durante as regas  em nossas orquídeas resultando na maior durabilidade de sua estrutura. 

Em seguida usando sabugo aos pares, manterei os dois unidos com um pedaço de arame liso galvanizado nº 16 ou 18, caprichando no amarrado e anel do arame para dependurá-lo depois no orquidário.
O passo final é  plantar qualquer de nossas orquídeas epífitas neles, fixando-as com pedaços de fio telefônico.
As regas são normais e o enraizamento logo é notado. Nalguns casos deve-se guarnecer a base da planta com porção de esfagno para garantir maior umidade na brotação de novas raízes.

Vejas as fotos dessa explicação na galeria abaixo. Clique na foto para vê-la ampliada.




http://www.orquidariocuiaba.com.br/cultivo-de-orquideas/substrato-sabugo-de-milho-corncob-substrate/

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Brasiliorchis schunkeana - Espírito Santo - Brasil

Ex Maxillaria schunkeana - Flor de 1,6 x 1,2 - Não para de florir veja data nas fotos 4 e 5 
Maxillaria schunkeana do blogdabeteorquideas




Brasiliorchis schunkeana

Pequena espécie epífita com pseudobulbos de 2 cm de altura, dispostos em linhas e que tem rizoma grosso que se ramifica. Pseudobulbos de 2cm de altura, parecido com um pequeno cone estreito e extremamente enrugado. Folhas estreitas com 10 cm de comprimento, coriácea de cor verde escuro, com quina bem pronunciada e forma linear lanceolada. Raízes grossas de cor vermelho-tijolo. Hastes florais unifloras de 5 cm de altura. Flor da cor escura quase preta(marrom-bronzeado-púrpura) Labelo com superfície bem enrugada, brilhante e quase preto. Vegeta nas matas das regiões serranas fluminenses. Floresce na primavera.
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 3 – Nº 11
Foto e cultivo : Elisabete Delfini

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Mini Phalaenopsis


PHALAENOPSIS Característica s e cuidados culturais
Conheça as características e os cuidados especiais básicos a serem tomados no cultivo dessa planta proveniente da Ásia e da Oceania, das quais belos híbridos foram disseminados pelo mundo.
Poucas plantas foram batizadas com maior felicidade e exatidão que as lindas phalaenopsis, cujo nome lembra sua semelhança com as falenas (espécie de borboleta noturna).
Sua distribuição geográfica fica limitada à vasta área que se estende desde as Ilhas Malaias às Ilhas Filipinas, onde vivem as árvores de densa folhagem nas florestas quentes, úmidas e sombrias.


Phalaenopsis mini do blogdabeteorquideas


CARACTERÍTICAS

Em seu rizoma, constituído de um tronco curto, nascem algumas folhas carnosas, grandes e largas. Suas raízes são muito achatadas. Suas flores são interessantíssimas e se destacam pelos seus tamanhos, colorido e contornos. Suas inflorescências são longas apresentando, muitas vezes, quinze a vinte flores insertas, graciosamente recurvadas. As pétalas e sépalas são largas e planas. Seu labelo foi artisticamente planejado e dotado de grandes lóbulos laterais, sendo lóbulo frontal de porte pequeno, apresentando a forma de um triângulo equilátero, cuja ponta é bipartida em dois longos cílios. Associa-se ainda a tosa essa beleza a duração de suas flores, que é de sessenta a noventa dias.





  CUIDADOS CULTURAIS

Sua cultura é mais fácil e mais simples que a cultura dos Oncidiuns deste que se observe certas regras fundamentais.

. Um dos cuidados essenciais é q questão de luminosidade. Exige um lugar sombreado onde poderão se beneficiar com o sol da manhã . Cuidado com a insolação sobre suas folhas que com facilidade sofrem queimaduras.

. Preferem um lugar onde tenham ambiente úmido sempre uniforme. Suportam, sem mais danos, alguns dias de seca passageira. A água estagnada na base e no centro das folhas ocasiona o apodrecimento da planta.

. A maior atenção devemos ter no inverno, período em que aconselha-se a molhar o substrato dos vasos. Protejer as plantas no interior de uma estufa ou dentro de casa também é aconselhável.

. É ideal plantá-la em vasos de barro, mais largos, do que altos e dotados de furos laterais.

. Apreciam uma leve inclinação (30%) para um perfeito desenvolvimento.

. É recomendável cortar as inflorescências após 30 ou 40 dias, evitando-se que suas largas folhas, que se contituem de verdadeiros reservatórios de alimentos nutritivos se esgotem matando a planta.

. Frequentemente, suas hastes florais, quando não cortadas, apresentam ramificações e nova floração, ou produzem brotos vegetativos que se transformam em novas plantinhas.

. Seu substrato deve ser preparado com uma mistura de xaxim desfibrado e pequenas quantidades de sphagnum. Deve-se manter o substrato levemente umedecido.




FLORAÇÃO
Embora se possa, afirmar que florescem o ano todo, é na primavera que a sua produção de flores se manifesta exuberante. Sua principais espécies são a amabilis, aphrodite, esmeralda, lueddemanniana, parishi, rósea, Sumatra, sonderiana e violácea. As phalaenopsis apresentam flores de cor branca, branca-leitosa, rosa e roxo-claro. A Phalaenopsis mannii se destaca pelas flores amarelas, sendo a única espécie com está coloração. O nosso mercado está saturado de belíssimos híbridos modernos apresentando flores com labelo de diferentes colorações e pétalas e sépalas raiadas e flameadas.
Sua produção comercial é mais rápida, porque no espaço de três a quatro anos já florescem. Diferente das Laelias e Cattleyas, que levam quase o dobro do tempo para florir.

Por Waldyr Fochi Endsfeldz
O Mundo das Orquídeas-ano 2 nº 5

Foto e cultivo : Elisabete Delfini
Ganhei do meu amigo Paulo da Floricultura Marina Flores
não apresentei a haste inteira por estar quase no final de floração.
abraços

domingo, 25 de novembro de 2012

Miltonia spectabilis var. bicolor - Brasileira

Miltonia spectabilis var. bicolor  do blogdabeteorquideas

Miltonia spectabilis var. bicolor  do blogdabeteorquideas



Miltonia spectabilis var. bicolor

Epífita de grande beleza, que tem pseudobulbos de 5 cm de altura, ovoides, comprimidos e bifolhados, assentados sobre rizoma vigoroso e rasteiro. Folhas estreitas de 15cm de comprimento, verde-cana clara. Hastes florais mais alta que as folhas, geralmente sustentando uma única flor esbranquiçada ou levemente rosada. Enorme labelo plano roxo-claro com centro mais escuro e veias longitudinais mais escuras. Na base há três curtas lamelas amarelas. A coluna branca com aurículas roxo-escuras. Existem bastante variedades, da qual destacamos a alba e a morelliana, que tem as pétalas e sépalas roxo-escuras. Floresce de dezembro a fevereiro.
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 2 – nº 4
Fotos e cultivo : Elisabete Delfini

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Lophiaris straminea - Nova Aquisição

 Lophiaris straminea do blogdabeteorquideasAcabei de comprar, gostei tanto dela que resolvi apresentá-la. Bem as flores não são da muda que comprei  uma muda pequena e sem flor. O dono do Orquidário Americana  que me deu duas florzinha. Espero que também gostem. Abraços e um lindo final de semana.

que

 Lophiaris straminea do blogdabeteorquideas

 



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Anathallis modesta

Anathallis modesta  do blogdabeteorquideas




Anathallis modesta
Ex Pleorithallis Modesta

Espécie epífita com crescimento formando pequenas touceiras. Não tem pseudobulbos mas grossas hastes, portando  uma só folha, de bastante consistência, larga e lanceolada. Pequenas flores surgem da base das folhas. Elas tem menos de 1 cm Vegeta em matas sombrias. Floresce da primavera e verão.
Revista O mundo das Orquídeas – Ano 3 Nº 14
Fotos e cultivo : Elisabete Delfini

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Lophiaris pumila


Lophiaris pumila do blogdabeteorquideas



Lophiaris pumila do blogdabeteorquideas




Lophiaris Pumila
Ex Oncidium pumilum

Pequena espécie epífita com minúsculos pseudobulbos ovais e achatados, de meio centímetro de altura, enzimados com folha ovalada e pontuda, grossa e quilhada, de 8 cm de comprimento por 3 cm de largura e de cor verde-escura . Inflorescência basal resistentes ereta e paniculada, de 10 cm de altura, portando pequenas flores amarelas com campos marrom. Parecem muito com as flores de uma mangueira. Essa espécie tem uma dispersão geográfica muito grande principalmente nas regiões mais secas da mata atlântica.
Revista o Mundo das Orquídeas – Ano 2 – Nº 4
Fotos e cultivo : Elisabete Delfini

domingo, 18 de novembro de 2012

Stelis sp.




STELIS
Classificação : epífita
Floração : em geral as espécies da Stellis florescem em meados da primavera e do verão.
Flor(duração): em torno de 15 dias, com tamanhos inferiores a 1 cm.
Espécies : é u,m gênero com mais de 500 espécies.
A espécie mais desejada : Stellis peliochyla, pelo exotismo de suas flores diminutas.
Origem : América Central e Sul.
Regas: deve ser abundante durante todo o período de crescimento, mas sempre sem exageros, deixando secar ligeiramente o substrato entre as regas. No inverno deve ser molhada com menos regularidade.
Cultura: difícil cultura, deve-se utilizar vasos plásticos. Necessitam ainda, de boa umidade, porém não toleram unidade excessiva nas raízes, que podem apodrecer. Precisam também de sombra e boa ventilação para se desenvolverem.
Adubação: quando fixada em árvore, a planta não recebe nenhum nutriente, devendo ser adubada com maior freqüência nos dias quentes (duas a três vezes ao dia).
Curiosidade: O nome refere-se à aparência da planta, que significa uma espécie de visgo, em grego. Conhecida como erva de passarinho as Stellis são muito semelhantes a pleurothallis, espécie também conhecida como micro orquídeas.

Por Vanessa Moura
Pesquisa : José Antônio Endsfeldz
Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 11 – Nº 58
Foto: Elisabete Delfini

Maxillariella tenuifolia

Maxillaria tenuifolia do blogdabeteorquideas

Maxillaria tenuifolia do blogdabeteorquideas



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