sábado, 5 de janeiro de 2013

Cryptophorantus punctatus - Flor com 0,5 cm - Brasil - Rio de Janeiro

Cryptophorantus punctatus do blogdabeteorquideas

Cryptophorantus punctatus do blogdabeteorquideas



Cryptophoranthus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fotos e cultivo : Elisabete Delfini

Cryptophoranthus é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae).
O gênero Cryptophoranthus foi proposto por Barbosa Rodrigues em Genera et Species Orchidearum Novarum 2: 79, em 1881, baseando sua descrição em duas espécies anteriormente descritas por ele mesmo então classificadas sob o gênero Pleurothallis. Em 1939, o Cryptophoranthus fenestratus (Barb. Rodr.) Barb. Rodr. foi designado seu lectótipo.
Espécie tipo: Cryptophoranthus fenestratus (Barb. Rodr.) Barb. Rodr. (1881).

Etimologia
O nome vem do grego e significa flores escondidas, é uma referência tanto à curta inflorescência, como ao curto ramicaule destas espécies, que acabam por esconder suas flores.


Sinônimos : Pleurothallis sect. Cryptophoranthae Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard 20: 16. 1986.
Distribuição: Compreende doze espécies miniaturas que existem no sudoeste e sul do Brasil e Norte da Argentina.
Habitat :Epífitas, em florestas sombrias saturadas de umidade.
Descrição
Segundo a descrição original de Barbosa Rodrigues, caracterizam este gênero plantas cujas flores apresentam as sépalas coladas tanto na base como no ápice, formando duas janelas laterais por onde entram os insetos polinizadores.
Podem ser cespitosas ou reptantes, apresentando caule de secção redonda ou levemente achatada, com bainhas glabras. As folhas são mais ou menos carnosas, variando de pouco mais de um centímetro até cerca de vinte centímetros de comprimento. A inflorescência é curta, próxima às raízes da planta, ou quando longa é flácida e permanece em contato com o substrato, acabando também meio escondida pelas folhas.
As flores quase sempre são escuras, purpúreas ou esverdeadas, em regra pubescentes externamente. As sépalas podem possuir carenas mas estas não são excessivamente salientes, são obovadas ou espatuladas e encontram-se unidas na base e também mais ou menos coladas ou aderidas no ápice. O labelo costuma ser triangular, livre da coluna, e algumas vezes articulado a esta
Taxonomia
Em 1982, Carl Luer separou deste gênero cerca de metade de suas espécies, subordinando-as a novos gêneros, Zootrophion e Ophidion. Foram segregadas aquelas cujo ramicaule é longo, portanto devemos adicionar à descrição original de Cryptophoranthus o fato de possuírem ramicaules tão curtos que dão a impressão de que nem existem.
As espécies remanescentes deste gênero, que segundo Luer e Pridgeon & Chase, não apresentam diversidade suficiente para caracterizar um gênero à parte, foram transferidas para o gênero Pleurothallis por um e Acianthera pelos outros, ressaltando-se o fato de que até o presente momento ninguém revisou as espécies brasileiras de Cryptophoranthus.
Conforme os especialistas cheguem a um acordo referente aos gêneros válidos a serem criados a partir de Pleurothallis, hoje em situação bastante confusa, preferimos mantê-las subordinadas a este gênero, que nos parece morfologicamente bastante distinto, tanto vegetativamente quanto pelo modo de floração.
As antigas espécies do Caribe e América Central encontram-se hoje classificadas sob outros gêneros. Recentemente Luer propôs o gênero monotípico Tribulago para o Cryptophoranthus tribuloides.

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