terça-feira, 9 de abril de 2013

Cattleya lueddemanniana Reichnbach.f.

Por: Fernando Terra Manzan e Welson Vieira Sizervink

 

Descrita por Reichenbach em 1854, o qual dedicou o nome da espécie ao se amigo Sr. Lueddemann, que na época era o jardineiro chefe do orquidário do Sr. Pescatore, grande orquidófilo Francês.

Esclusivamente da Venezuela, a Cattleya lueddemanniana pode ser encontrada ao norte, desde Cabo Codera no estado de Miranda, até Puerto Cabello, incluindo o Distrito Federal e os estados de Aragua, Carabobo e Yaracuy. Também pode ser encontrada a sudoeste e oeste, chegando aos estados de Lara e Falcom.

Vegeta em duas áreas bem demarcada e distintas, onde são divididas por biótipos. O primeiro biótipo chamado Costero, são de plantas que vegetam no nível do mar até 500 metros acima deste nível, onde as plantas são de porte mais alto e flores geralmente maiores e de colorido mais claro. Já o segundo biótipo, chamado se larense,  vegeta a partir dos 400 metros, geralmente em regiões secas e por isso as plantas dessa população possuem porte mais baixo e robusto, flores menores e com colorido mais intenso.

A Cattleya lueddemanniana é uma espécie de rizoma rasteiro, com pseudobulbos cilíndricos, podendo em alguns casos ultrapassar os 25 centímetros de altura, possui 2 ou 3  internódulos e bulbos em sua maioria sulcados, principalmente após as florações. Encimados por apenas uma folha oblongo-lanceolada, coriácea, bem rígida quando totalmente formada e podendo chegar aos 25 centímetros de comprimento e 6 de largura.

Em seu habitat, a Cattleya luedmanniana floresce entre os meses de janeiro e março. Já no Brasil, a grande maioria das plantas floresce entre os meses de julho e setembro.

Floresce em espata simples e sua haste floral com aproximadamente 10 cm de altura pode portar até 4 flores em média com até 15 cm de diâmetro. Suas flores são geralmente bem armadas, com substância mais frágil que as demais Cattleya monofoliadas , perfume suave e característico da espécie.

Dentro das muitas variações cromáticas existente dentro desta espécie, abaixo relacionamos as principais variedades e alguns dos clones mais conhecidos.

Alba – pétalas, sépalas e labelo de colorido branco puro, apenas com o amarelo de intensidade e tamanho variável no interior de todo tubo.
Drago, Hans, Maria Callas, Morocha e Virginia.

 Coerulea – pétalas e sépalas de colorido branco com leve sopro de colorido violeta ou mesmo mais intenso em alguns clones. Labelo com seu lóbulo medial dew colorido violeta mais intenso.
Amparo, Mariauxi, Sique-sique e Tânia. 

Concolor – pétalas, sépalas e labelo de colorido, igualmente rosado.
Luz de Luna e Orquiven.
 
Delicada – pétalas e sépalas de colorido branco puro, com colorido rosado de pouca intensidade em seu lóbulo medial.
Aguacerrito
 
Semi-alba – péyals  sépalas de colorido branco puro, com colorido solferino em seu lóbulo medial com intensidade e tamanho variável.
Gallera, Mamacita, Paola

Rubra – pétalas e sépalas de colorido lilás bem intenso  e lónulo medial de colorido lilás extremamente escuro.
Adrielle, Infierno
  
Condição ideal para cultivo seria sobre sombrite de 50% a 70% de sombreamento na parte superior e 50% nas laterais, com boa ventilação e umidade ambiente acima de 30%. 

As regas deverão ser feita sempre que o substrato estiver totalmente seco, pois o substrato encharcado pode prejudicar o sistema radicular e consequentemente a morte da planta por falta de raízes. 

A Cattleya lueddemanniana, assim como as outras espécies do seu gênero, desenvolve muito bem sobre os vários substratos oferecidos no mercado, porém mais do que as outras espécies, a Cattleya lueddemanniana precisa de substrato mais aerado, de modo que não venha dificultar o enraizamento da planta. Desenvolve muito bem quando instalada em casca de pinus. Em cubos de peroba no vaso de cerâmica, ou mesmo em placas de casca de peroba. Quando cultivada em fibra de xaxim aconselha-se lavar bem a fibra, retirando assim todo excesso de pó, deixando a fibra mais aerada.
 
Nos primeiros anos de vida das plantas, recomenda-se adubação com maior quantidade de nitrogênio para o crescimento e enraizamento mais rápido e eficiente (30-10-10), feita semanalmente e preferencialmente sempre no mesmo dia da semana. Na fase adulta recomenda-se dois tipos de adubação, sendo mais usada a formulação para manutenção (20-20-20), onde serão fornecidos a mesma quantidade de nitrogênio, fósforo e potássio. A partir do mês de junho poderão ser alternadas as adubações de manutenção para floração, ou seja,  com maior quantidade de fósforo e no mercado poder~]ao ser encontrados vários produtos em várias formulações como (10-30-20).
 
A Cattleya lueddemanniana vem cada vez mais ocupando lugar de destaque nas coleções orquidófilas. O esforço e o pionerismo de colegas orquidófilos ao trazerem exemplares da Venezuela e os cruzamentos e melhoramentos genéticos propiciaram um acesso facilitado a plantas de qualidade a todos os admiradores.

Seja pela beleza do colorido ou pela excelente forma que muitos clones alcançaram, a Cattleya lueddemanniana estará sempre presente nas melhores coleções, abrilhantando cada vez mais a orquidofilia. 


Por: Fernando Terra Manzan e Welson Vieira Sizervinks

Jornal do Orquidófilo nº 1 Janeiro/Março de 2010

4 comentários:

  1. Grandíssima variedade de cores, mas formas mt semelhantes das pétalas, sépalas e labelo!! Lindas.

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    1. Oi Jalon
      Fotografei as imagens do próprio jornal.
      abraços

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  2. Todas belíssimas mas adorei, em especial, a Semi-alba. Obrigado por este post tão belo e muito informativo.
    Um abraço

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    1. obrigada Américo
      a próxima será sobre walkeriana-já fotografei as fotos do jornal.
      abraços

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