sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cattleya walkeriana Gardner


Cattleya walkeriana Gardner
Por Fernando Terra Manzan e Mário Sérgio Bucchianeri Cunha
Descrita pelo botânico e médico inglês George Gardiner,  que entre 1839 e 1849, em visita feita à região diamantífera do estado de Minas Gerais, coletou plantas que vegetavam sobre árvores às margens de um pequeno afluente do Rio São Francisco para que então pudesse fazer sua descrição.
Sua descrição foi publicada primeiramente no London Journal of Botany no ano de 1843, tendo então Gardner, dedicado o nome da espécie ao fiel companheiro Edward Walker.

A Cattleya walqueriana é uma espécie com enorme área de distribuição geográfica.E habitat bastante diversificado, podendo ser encontrada vegetando tanto na forma epífita, sua maioria, como também na forma litófita ou rupícola.
Suporta grande variação de temperatura e umidade nos seus diversos habitat. Em média, as temperaturas nestes habitat ficam em torno de 32 C durante o dia, podendo ultrapassar os 40 C em alguns, e mais ou menos 5C durante a noite.
Pode ser encontrada em grande parte no estado de Minas Gerais e São Paulo. Adentrando nos estados de Goiás e Mato Grosso.
No estado de Minas Gerais, ela pode ser encontrada vegetando em diversos habitat. Na região do cerrado, ocorre como epífita em árvores de pequeno e médio porte e em matas ciliares geralmente próximas a pequenos cursos d’água. No centro-oeste do estado, pode ser encontrada como epífita ou rupícola, vegetando sobre árvores de grande porte  ou diretamente sobre as rochas.
 
Na região do Triângulo Mineiro, ocorre também em habitat caracterizados por matas de galerias, matas ciliares fechadas que margeiam principalmente pequenos curso d’água e também em árvores de médio e grande porte,  mas espaçadas e espalhadas por pequenas montanhas, em uma altitude média de 800 metros acima do nível do mar. Nas regiões onde são encontradas em matas ciliares, a umidade relativa é bastante elevada, o que proporciona plantas mais robustas.
 
Em algumas regiões do estado de Minas Gerais, podemos encontra-la dividindo hábitat com a Cattleya bicolor, resultando no híbrido primário chamado joaquiniana.
No estado de São Paulo também pode ser encontrada em regiões e cerrado, vegetando principalmente, próxima a cursos d’água. Também pode ser encontrada a nordeste do estado, vegetando em sua maioria na forma rupíola.
É também no estado de São Paulo, em alguns pontos na divisa com o estado de Minas Gerais, que a Cattleya walkeriana divide seu habitat com a Cattleya loddigesii, dando origem ao famoso híbrido natural, denominado Cattleya dolosa.
Já no estado de Goiás e Mato Grosso, geralmente são encontradas em região com altitude mais elevadas, em sua maioria de pequeno a médio porte, principalmente sobre ipês. Nestes estados, principalmente no estado de Goiás, a umidade relativa é mais baixa, principalmente no período da seca, a luminosidade é intensa, e tempetaruras algumas vezes ultrapassando os 40 C, o que proporciona uma maior desidratação das plantas.
No estado de Goiás, onde existem vários focos da ocorrência da Cattleya walkeriana e da Cattleya nobilior dividindo o mesmo habitat, podemos encontrar grandes populações da Cattleya mesquitae, híbrido rpimário entre as duas espécies.
 
Em sua maioria, são em pequenos pseudobulbos que surgem os botões, em hastes com altura média de 6  centímetro, podendo também, em Alguns  casos, florescer na parte superior do pseudobulbo, ou seja, na base da folha.
É no início do mês de abril que começam a florescer, atingindo seu ápice no mês de maio. A Cattleya walkeriana geralmente porta por haste duas ou três flores com mais de 8 cm de diâmetro, bastante substância e perfume bem característico, podendo durar até 30 dias floridas.

FICHA TÉCNICA

Rizoma forte, rastejante e de crescimento desordenado, emite raízes vigorosas e possuem medidas que variam entre 0,4 e 0,8 cm de diâmetro 1,0 a 2,0 cm de comprimento entre os bulbos.
Planta de pequeno porte, com pseudobulbos de formato arredondado até fusiformes, altura variando entre 3,0 a 12,0 cm.e 1,0 a 4,0 cm de diâmetro. Possuem dois internódulos, o primeiro na parte com maior diâmetro no bulbo, geralmente pouco abaixo do meio, e um segundo pouco acima das gemas. São algumas vezes sulcados, principalmente quando mais velhos e possuem colorido que pode variar entre o verde amarelado e o verde bronzeado.
Geralmente possui uma única folha, podendo em alguns casos, apresentar duas folhas, de forma arredondada até lanciolada, muito rígidas, principalmente quando mais velhas. Podem variar entre os 4,0 e 15,0 cm de comprimento e de 3,0 a 6,0 cm de largura, apresentando colorido que vai do verde-amarelado ao verde escuro.

Jornal do Orquidófilo - Ano I - Nº 2
http://jornaldoorquidofilo.blogspot.com.br/
Fotos : Fotografadas do jornal do orquidófilo
Fernando Terra Manzan - Uberaba-MG
Mário Sérgio Bucchianeri Cunha – Uberaba-MG
 
Continua com :  Variação de colorido  dentro da espécie Cattleya walkeriana

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