domingo, 31 de março de 2013

Denphal

Denphal, Denphale, Dendrobium phalaenopsis,qual o nome correto destas plantas? Na verdade, o que são exatamente estas plantas?

Denphal branca do blogdabeteorquideas
Não se trata, como muitos acreditam e chegam a afirmar, de um híbrido entre Dendrobium e Phalaenopsis, dois gêneros que por sua distancia jamais poderiam se cruzar.

Existe uma espécie de Dendrobium que pelo formato de suas flores que lembram bastante as flores de um Phalaenopsis, recebeu o nome de Dendrobium phalaenopsis. Este Dendrobium cruzado com outros Dendrobiuns próximos a ele, produziu híbridos que mantiveram a semelhança com Phalaenopsis, e passaram a ser chamado de Denphal ou Denphale.

Curiosamente existem hoje híbridos chamados de Denphal que não possuem entre seus ancestrais o Dendrobium phalaenopsis, mas apenas outras espécies próximas deste, tais como Dendrobium bigibbum, Dendrobium undulatum, Dendrobium stratiotes, Dendrobium tokai, entre outros. Coisas de orquidófilos.

Na maior parte do mundo, os Denphal são conhecidos apenas como Dendrobium. Como no Brasil os híbridos de Dendrobium do grupo do Dendrobium nobile são muito difundidos e cultivados, coube a eles “adotar” o nome do gênero, restando, portanto ao outro grupo menos difundido entre nós, o do Dendrobium phalaenopsis receber o nome Denphal, nome este “inventado” não se sabe por quem.

Embora a grande predominância no mercado seja dos Denphal de colorido avermelhado, que vai do rosa ao vinho, passando por todos os tons e texturas, chegando em alguns casos a apresentar um aspecto aveludado e quase negro, podemos encontrar também plantas com muitas outras cores.

Existem os Denphal conhecidos como compactos, cujo porte da planta raramente ultrapassa trinta centímetros e plantas que passam fácil de um metro e até um metro e meio de altura, sem contar a haste floral. O tamanho das flores também é variado, indo de 3 até 10cm, dependendo das plantas que entrarem em seu cruzamento. São em geral muito floríferos, e podem exibir simultaneamente cinco ou mais hastes florais saindo todas de um único pseudobulbo, apresentando cada uma de duas até mais de 20 flores. Além disso, é muito comum que um pseudobulbo que já tenha florido volte a florir no ano seguinte e mesmo por mais anos.

As flores do Denphal são duráveis, chegando uma planta a permanecer florida por até três meses seguidos

São plantas facilmente adaptáveis ao nosso clima, de modo que atualmente podemos encontrar Denphal florido praticamente durante o ano todo.
Hoje é possível montar uma coleção de Denphal que contenha plantas de flores verdes, amarelas, brancas, azuladas, marrons, flameadas, estriadas, concolores ou com labelo contrastando com as pétalas e sépalas, e muitas outras variações.

Cultivo:

O cultivo de um modo geral é fácil. São plantas precoces, que começam a florescer dois anos após serem retiradas do laboratório, e que apresentam um crescimento bastante rápido, entouceirando com facilidade.

São plantas que se adaptam a qualquer substrato, e por terem um crescimento bastante rápido requerem uma boa adubação principalmente quando os novos pseudobulbos estão se formando, período em que não deve faltar água para que a planta tenha pleno desenvolvimento. Aceitam igualmente adubação química e orgânica.

Quando os novos pseudobulbos estiverem completamente formados, reduza as regras e evite aplicação de adubos muito nitrogenados, de modo a evitar que “gemas” que iriam florir venham a gerar novos brotos em lugar de flores.

Preferem ambientes mais quentes e de alta luminosidade.

È normal que os pseudobulbos que já tenham florido uma vez pecam todas as folhas. Mesmo assim, não devem ser removidos pois podem voltar a florir, e além disso representam uma reserva de nutrientes que a planta pode utilizar em períodos de escassez.

Para a obtenção de novas mudas podemos replantar brotos que venham a nascer de gemas existentes no meio dos pseudobulbos. Podemos também dividir uma planta entouceirada em duas ou mais plantas, tendo o cuidado de deixar sempre em cada nova planta pelo menos três pseudobulbos, mesmo que estes não tenham nenhuma folha.

Devemos ter o cuidado de estaquear os novos brotos mesmo enquanto ainda estão em crescimento, principalmente dos Denphal de pseudobulbos mais longos, pois estes possuem uma tendência de entortar e pender com muita facilidade.

Além de se darem muito bem no cultivo em vasos de barro ou de plásticos, os Denphal podem também ser cultivados em árvores ou em placas ou palitos de fibras

Foto e cultivo : Elisabete Delfini

sábado, 30 de março de 2013

BLC alma kee 'Tip Malee'

A ânsia de perfeição leva os homens a fazerem cruzamentos cada vez mais apurados em busca da melhor planta, seja na resistência às pragas, na duração e dimensão da flor, na adaptação a outras temperaturas, à frequência e data de floração, etc.
BLC alma kee 'Tip Malee' do blogdabeteorquideas



 
Orquídea Híbrida "Porque Hibridar"
 
Há muitas razões evocadas por orquidófilos, pesquisadores, comerciantes e curiosos, desde o entusiasmo de um iniciante e o sonho de alcançar a fana por criar um híbrido sensacional, passando por pesquisadores conscientes e chegando à maior parcela dos atuais são da flor, na adaptação a outras temperaturas, à frequência e data de floração, etc.dos atuais hibridadores que são alguns comerciantes, sempre necessitando de novidades ara atender à crescente denanda do consumo.

Mas o que é a planta ? Basicamente é o cruzamento de suas espécie diferentes. Mas ao contrário do que se poderia imaginar, as flores híbridas, mesmo as mais belas não têm o mesmo valor das espécie. Por que?

Porque, em geral as espécie já estão quase todas registradas pelos orquidófilos, pesquisadores ou não. É obra da natureza e não pode ser criada pelos homens. Isto significa que terá sempre o seu valor, mesmo que não seja tão bela.

Já o mesmo não ocorre com os híbridos, pois a ânsia de perfeição leva os homens a fazerem cruzamentos cada vez mais apurados em busca da melhor planta, seja na resistência às pragas, na duração e dimensão da flor, na adaptação a outras temperaturas, à frequência e data de floração, etc.

As possibilidades de cruzamento são tantas que a cada ano surgem novas flores supervalorizadas em detrimento das dos anos anteriores que deixaram de ser novidades. Claro que só são divulgados e miltiplicados os cruzamentos que dão certo, ou seja, que atingem o objetivo. Mas atrás deles há inúmeros fracassos. Tentativas que "criam" flores apagadas, cheias de problemas e que não recompensam em nada o trabalho que se teve com seu cultivo até a floração.

Este é o perigo dos cruzamentos feitos a esmo sem a devida pesquisa e seleção das plantas que serão usadas como matrizes.

Manual de Cultivo de Orquídeas - Volume 2º da AOSP

Denitiro Watanabe e Márcia Sanae Morimoto

Foto e cultivo : Elisabete Delfini

sexta-feira, 29 de março de 2013

Um Causo : Como foi encontrado o Oncidium Varicosum-Var."Felício Baldin"


Por Felício Baldin  :  Orquidófilo de Jundiai-SP
Foto e cultivo  do maravilhoso Oncidium  : Luis Renato 
Proprietário do Orquidário Faísca : www.orquidariofaisca.com.br/

Adquiri um lote de Cattleya loddigesii de um coletor que residia entre as cidades Pouso Alegre e Careaçu, no sul de Minas Gerais, dentre as plantas recebidas havia sessenta exemplares de Oncidium varicossum, que completava a quantia solicitada, estabelecidas em vasos, após tratamento adequado, começaram a florir as primeiras plantas de Oncidium varicossum, dentro uma delas apresentado flores com o centro do labelo, os lóbulos laterais, as pétalas e sépalas com o colorido marrom bem escuro.
Infelizmente logo após a floração, que não chegou a acontecer totalmente, a planta parecia ser atacada por um vírus popularmente conhecido como podridão negra. Ainda assim, tive tempo de fotografá-la, mandando a seguir algumas flores ao botânico Guido Pabst, por intermédio do Dr. Luyz de Mendonça, para que fossem classificadas.
Em carta dirigida ao Dr. Mendonça, Pabst disse: “As flores do Oncidium varicossum enviadas pelo Sr. Baldin são muito interessantes. Não tinha visto até agora esta variedade no colorido.A morfologia floral é idêntica à do Oncidium varicossum tipo. A única diferença está nas verrugosidades que avançam sobre os lóbulos do labelo. Nestas flores não é isso propriamente o que ocorre, as veias existentes são simplesmente espaçadas. De resto, o grande nariz que representa a calosidade do disco do labelo é o mesmo que o Oncidium varicossum típico. Deve ser um espetáculo ver a planta completa. Gostaria de perguntar ao Sr. Baldim se as três flores são da mesma inflorescência, pois não é raro nos Oncidiuns que no mesma inflorescência as flores venham diminuindo de tamanho no “ápice”
Como havia perdido a planta, interessei-me em procurar o local onde as havia adquirido. Não havia mais plantas amarelas ou chuva de ouro no local. Simplesmente não havia mais plantas nas imediações, pois o comerciante tinha colhido todas as existentes no lugar.
Mesmo assim tendo ciência do seu habitat, voltei em 1967 em uma nova excursão e, iniciando novamente a busca intensiva, consegui coletar entre  Pleurothallis, Capanemias, Cattleya, loddigesii e Encyclias, dezessete plantinhas de Oncidium varicossum, verdadeiros seedlings e com muito cuidado fiz a coleta de uma eritrina (suinã). Começaram a florir as primeiras plantas. As três primeiras eram Oncidium varicossum tipo, e apresentavam boas flores. Levei-as por consequência a uma exposição realizada na cidade de Santos(SP). A quarta planta, já no desenvolver dos seus pequenos botões, apresentava um colorido diferente, mas escuros em relação as demais plantas. Depois dos botões completamente abertos, constatei ser a mesma variedade que havia sido classificada pelo Sr. Pabst e, é lógico, fiquei imensamente feliz por tê-la reencontrado.
Crédito : Revista O Mundo das Orquídeas – Ano 2 nº 6

quinta-feira, 28 de março de 2013

Acianthera smithiana variedade 2- "Belezinha" - Ainda Florindo

Apesar do gênero ter sido proposto em 1842, foi ignorado pelos botânicos até o início dos anos 2000, quando pesquisas de genética molecular demonstraram a conveniência de aceitar-se a proposta. Até então, todas estas espécies eram consideradas membros de Pleurothallis, nome pelo qual ainda são popularmente conhecidas.
Pleurothallis smithiana, Pleurothallis pubescens, Pleurothallis riograndensis

Pleurothallis smithiana, Pleurothallis pubescens, Pleurothallis riograndensis





quarta-feira, 27 de março de 2013

Acianthera saundersiana variedade 3

Gênero botânico que pertence a família das orquídeas, de tamanho variável de pequena a grande, crescimento reptantes ou cespitoso, suas flores são pequenas e raramente ultrapassam 1 cm, não são vistosas e despertam interesse apenas em colecionadores. Antes consideradas membros dos Pleurothallis.
 
Pleurothallis saundersiana , Pleurothallis Felis-lingua, Specklinia saundersiana

Pleurothallis saundersiana , Pleurothallis Felis-lingua, Specklinia saundersiana







segunda-feira, 25 de março de 2013

Zootrophium atropurpureum variedade 2

Com objetivo  de formar rápido o vaso ,comprei duas mudas e plantei juntas.
De um lado do vaso floriu a cor purpurea bem forte e agora esta cor ,do outro lado do vaso.
Specklinia atropurpurea, Pleurothallis atropurpurea, Cryptophoranthus atropurpureus, Humboldtia atropurpurea, Masdevallia fenestrata, Cryptophoranthus schenckii, Cryptophoranthus alvaroi, Zootrophion schenckii, Zootrophion alvaroi.

Specklinia atropurpurea, Pleurothallis atropurpurea, Cryptophoranthus atropurpureus, Humboldtia atropurpurea, Masdevallia fenestrata, Cryptophoranthus schenckii, Cryptophoranthus alvaroi, Zootrophion schenckii, Zootrophion alvaroi.




domingo, 24 de março de 2013

Lindleyalis hemirrhoda(Pleurothallis nuda)

Encontrada em florestas montanhosas  úmidas da Colômbia, Venezuela, equador Peru e Bolívia, flores semi pendentes perto da base das folhas e floresce na primavera, outono e inverno.
Pleurothallis nuda, Restrepia nuda, Restrepia vittata, Restrepia biflora

Pleurothallis nuda, Restrepia nuda, Restrepia vittata, Restrepia biflora







sábado, 23 de março de 2013

Contador de histórias


Em um dia qualquer do mês de agosto de 2004, depois da morte do meu filho, eu me encontrava muito infeliz, sem motivação para sair de casa ou buscar qualquer atividade que pudesse me distrair. Seria mais um dia triste e sem graça, como todos os outros, se não fosse pela insistência do meu cunhado, que intimou a mim e meu marido a fazermos um passeio em seu rancho de pescaria, situado na região de Ibitinga, São Paulo.

No início eu hesitei, mas, com a pressão dos dois, acabei cedendo para alegrar o meu marido; afinal, ele também precisava respirar novos ares e se entreter. Bem, chegando lá, ao descobrir que tinha um caminho que levava a uma mata repleta de orquídeas, eu me animei um pouco e quis sair ao encontro de belas flores para fotografá-las, já que sou uma grande admiradora e cultivadora.

 Peguei minha máquina fotográfica e arrastei todos para a aventura que eu nem imaginava que poderia se tornar a mais trágica e divertida da minha vida. Chegando ao local, uma surpresa nos aguardava: a região estava toda alagada. O caseiro, o meu marido e meu cunhado pensaram em voltar, mas eu enfrentaria o lodo para chegar mais perto da minha espécie preferida, a Brassavola perrinii. Desistir, jamais, atravessei o “rio” que se formava diante dos nossos passos, e estava cada vez mais perto das lindas orquídeas que se aglomeravam em volta de um tronco. “Pelo menos uma foto eu faria, nada e ninguém me impediria”, disse a mim mesma.

Meu marido e o caseiro abriam caminho para eu passar, mas de repente senti que não conseguia mais me mover. Minhas pernas estavam afundando na lama que se formava e eu me via completamente atolada. E o pior é que meus companheiros continuavam em frente sem dar conta de que eu havia ficado para trás. Ao chama-los, em vez de virem me ajudar, todos caíram na gargalhada, e eu fiquei lá, tentando sair da lama, caindo e me afundando de novo,  enquanto eles riam da minha desgraça. Fiquei molhada e enlameada até o pescoço, nem minha máquina fotográfica escapou, ficando encharcada. E, depois de tanto esforço para levar uma bela recordação para casa, não pude fotografá-la, mas, pelo menos, consegui chegar até o alvo e apreciar de perto as belas Brassavolas. Talvez não tivesse de levar essa lembrança para casa naquele dia,  mas a partir dessa aventura voltei a fazer minhas andanças e estou cumprindo meu objetivo: fotografar essa maravilha que embeleza a natureza e encanta os olhos de qualquer um.

Revista : O Mundo das Orquídeas – Ano 11 – nº 57
Lazara Josepha Wonrath – Americana-SP
Ex Presidente do Círculo Americanense de Orquidófilos

sexta-feira, 22 de março de 2013

Catasetum fimbriatum verde

Catasetum diferencia-se de outras orquídeas por suas flores unissexuadas, muito raramente hermafroditas.

Catasetum fimbriatum verde do blogdabeteorquideas




CATASETUM
Uma BELEZA que é FERA


Catasetum sabe se defender sozinha, De delicada flor, “ataca” os polinizadores com seu próprio pólen. Confira essa e outras sutilezas desse gênero de atitude.

Por Isis Nóbile Diniz e José Roberto Ciolini.

No século XIX, o inglês Charles Darwin, conhecido mundialmente pela sua teoria da evolução das espécies relacionadas à seleção natural, documentou que algumas orquídeas possuem truques eficazes para fazer a polinização. No caso do gênero Catasetum, sua fundamental peculiaridade é “atacar” os “inimigos” insetos, garantindo sua preservação.

As orquídeas Catasetum são, geralmente encontradas no cerrado brasileiro, mas existem espécie no Sul e Norte do Brasil e dos Países que compreendem do México ao Peru. Elas Preferem ambientes com pouca água, mas luminosos. Uma única planta pode gerar flores masculina e feminina. E este é o segredo do sucesso de sua estratégica.

Catasetum usam seu próprio pólen para enfrentar e servir-se dos polinizadores. As flores masculinas produzem fragância atraentes e são maiores de tamanho que as femininas. Dessa forma, elas atraem insetos. Como as abelhas, que ficam presos nos labelos da planta. Isso porque esse gênero possuem anteras que prendem os insetos. Dependendo da maneira que eles tocam as flores.

Em seguida, o pólen adere ao corpo do inseto que procura outra flor pos instinto de sobrevivência, pois a estratégia agressiva de prender o inseto faz com que ele não volte para a mesma planta. Próxima à florada masculina, está estrategicamente a feminina da mesma espécie.

Geralmente, após o “ataque” da planta, o inseto passa para a flor feminina de outra planta a ser fecundada. Levando, ao corpo dele, o pólen para outro exemplar da mesma espécie e garantindo a fertilização. Pousando na feminina, o inseto cumpre o maior desejo da flor : se reproduzir. Pode-se afirmar que a estratégia é bem sucedida.

Como citado anteriormente, os Catasetum dão origem a flores femininas e masculinas na mesma planta. AS FEMININAS costumam aparecer nas proporções elevadas, que recebem iluminação ontensa, e são menos significaticas do ponto de vista comercial. Já as masculinas, mais atraentes, aparecem nas porções inferiores, de menor iluminação. Portanto, o cultivador interessado em plantas mais exóticas deverá reduzir a luminosidade do seu viveiro.

Segundo alguns especialistas, o Catasetum tem considerável quantidade e variedade estravagante de flores e cores. Endêmico do México ao Peru, possue cerca de 100 espécie classificadas. As flores ocorrem, naturalmente, uma vez por ano, e não persistem por mais duas semanas – nas formas não induzidas de crescimento, como, por exemplo, com o uso de hormônio específicos.

Após a florada, a planta inicia-se u,m período de queda de folhas e entra num processo de dormência, passando a viver apenas dos nutrientes acumulados nos espessos pseudobulbos. É importante lembrar que o Catasetum é epífito – vive sobre um vegetal usando-o apenas como suporte,sem retirar nutrimento –consequentemente, a nutrição na dormência deve ser criteriosas e fertilizada com abundante porção de nitrogênio.

Aconselha-se o transplante das plantas quando estão em fase de crescimento. A REGA pode se tornar mais regular à medida que o crescimento também aumente.Contudo, quanto maiôs o uso de água, maior deve ser o emprego de FERTILIZANTES, preferencialmente, na formulação 20-20-20 e aplicado semanalmente. O uso de torta de mamona e farinha de osso complementa e nutrição da planta. E uma forma de controlar as PRAGAS que atacam o gênero é empregar inseticidas ecológico como o “Óleo de Nim”, extraído da árvore Azadirachta indica.

A MULTIPLICAÇÃO da planta pode ser feita por divisão de bulbos. O processo de sementeira ocorre por quatro anos até a produção da primeira florada. Para o êxito do CULTUVO, Marcio Borsi explica que, preferencialmente, as plantas devem estar cobertas por lona para evitar o EXCESSO da água da chuva. O SUBSTRATO mais usado por Borsi é composto de fibra de coco e casca de pinus.

Ao CULTIVÁ-LA, no caso de cobertura com sombrites é aconselhável suporte com pouco substrato e abundante drenagem, pois se trata de planta que aprecia pouca água e bastante luminosidade. O uso do sombrite pode ter luminosidade de 50% e temperatura variáveis em torno de 26ºC e com 40% até 60% de umidade.

MATURIDADE

No Brasil, OS Catasetum podem ser encontrados com maior freqüência nas regiões amazônicas, no cerrado de Mato Grosso e Brasília. A região da floresta amazônica abriga dois terços das espécies conhecidas como Catasetum do Pais. Nessa área, elas crescem rapidamente e florescem produzindo abundante quantidade de sementes. No cerrado elas escolhem as copas das árvores para se desenvolver. A espécie aprecia sol e retém água nos seus bulbos espessos. Seu sistema de enraizamento com extremidades voltadas para cima é outra estratégia de acúmulo de água. Algumas raras espécies de Catasetum podem ser semiterrestre e provenientes da América Central.

CADA UM NA SUA

Os Catasetum fimbriatum estão difundidos e florescem com abundância anualmente. Suas flores são verde-amareladas com manchas vermelhas escuras consideravelmente perfumadas. Seu labelo banco pigmentado é franjado e atraente ao polinizador. Algumas floradas chegam a produzir vinte flores numa só planta. Aparece do Pará ao Rio Grande do Sul e é muito resistente. Já o Catasetum pileatum tem pse3udobulbos cilíndricos com cerca de 20 cm de altura, grande haste floral arqueada que por vezes dá origem a até dez flores com cerca de 7 cm cada. São perfumadas e considerados por muitos a orquídea preferida da Venezuela. Algumas das espécie cultivadas são : Catasetum fimbriatum, Catasetum spitzi, Catasetum trulla e Catasetum cemosii.


Crédito : Revista O Mundo das Orquídeas
Ano 9 – nº 43
Foto e cultivo : Elisabete Delfini

quinta-feira, 21 de março de 2013

Brasilaelia purpurata (carnea suave x carnea cereja)

Tendo em vista as diferenças morfológicas entre as Laelia(s) brasileiras e as mexicanas foi iniciada uma revisão  de nomenclatura a partir de 2000. Como a Laelia mexicana foi registrada primeiro, ficou com o nome original, sendo necessário nova denominação para as Laelias brasileiras: Hadrolaelia, Microlaelia, Hoffmannseggella, etc.

Uma única flor, flora da época de floração, mas é linda.
Fevereiro de 2013
Laelia purpurata


 Novembro de 2012
 Novembro de 2011
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